Fev 22, 2016 | Informações, Missões, Recortes
Milhares de emigrantes portugueses são esperados durante a permanência da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima numa igreja em Londres, entre sábado e domingo, pelo que as portas vão ficar abertas durante a noite, disse o padre Francesco Butazzo.
“A igreja vai ficar aberta durante toda a noite porque normalmente há muitas pessoas que querem ver a imagem”, disse à agência Lusa.
A imagem vai chegar no sábado às 17:00 à igreja dos Irmãos Scalabrinianos, no sul da capital britânica, estando previsto um manto de flores à entrada, seguindo-se um programa de orações, missas em língua inglesa, portuguesa e uma “Reza das Mil Avé-Marias”.
No dia seguinte, terão lugar novamente missas sucessivas em português, inglês e italiano e novamente períodos de oração até à “Santa Missa do Adeus” pelo bispo Patrick Lynch, responsável pela área do sul de Londres, onde está concentrada a maioria da comunidade portuguesa residente na cidade.
A imagem, que é acompanhada pelas relíquias dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, ficará na igreja dos Irmãos Scalabrinianos, uma comunidade de origem italiana.
Deste 2000 que o espaço, bem como o salão, passou a acolher os fiéis portugueses residentes em Londres, que não têm uma igreja própria.
A passagem da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima por Londres acontece quando já estão a ser feitos preparativos para a celebração em Londres do centenário da aparição, em Fátima em 1917.
Segundo o padre Francesco, está prevista uma procissão e uma missa na catedral de Westminster, o principal local de culto da Igreja Católica em Inglaterra.
http://bomdia.lu/portugueses-de-londres-precipitam-se-para-ver-nossa-senhora-de-fatima/
Cartaz Imag Peregrina
Dez 30, 2015 | Notícias, Recortes
Fonte: WIKIMEDIA COMMONS, Alvaro1984 18 
“Este ano, a festa de Mouloud e a festa do Natal são celebradas a poucas horas de distância uma da outra. Este sinal nos convida, cristãos e muçulmanos, ao diálogo, para levar a paz ao mundo em nome de nossa fé comum em Abraão, antepassado de todos os fiéis”: é o que afirmam Dom Laurent Lompo, Arcebispo de Niamey (capital do Níger), e Dom Ambroise Ouedraogo, Bispo de Maradi, em sua mensagem natalina assinada por ambos, informou a agência Fides.
Um conceito reiterado pelos dois Bispos, ordinários das duas circunscrições eclesiásticas do Níger, em sua mensagem à comunidade muçulmana para a festa de Mouloud (conhecida também como Maouloud ou Mawlid em outros países), ou seja, o nascimento do Profeta Maomé, que é celebrada este ano em 24 de dezembro. Isto não acontecia há 457 anos.
“É um sinal de Deus Todo-poderoso e nos convida à unidade na diversidade, como fiéis”, lê-se na mensagem enviada à Agência Fides. Os dois Bispos destacam que “a atualidade de nosso país nos convida, cristãos e muçulmanos, a encarnar o amor, o perdão, o respeito pelo outro no concreto das relações pessoais, para garantir a paz e incrementar a unidade nacional”.
Também o Arcebispo de Dacar (Senegal) Dom Benjamin Ndiaye, em sua mensagem de Natal, fez votos que “a proximidade da festividade muçulmana de Maouloud e do Natal cristão, contribua para uma maior comunhão entre os fiéis, na oração e no amor fraterno”.
http://www.zenit.org/pt/articles/cristaos-e-muculmanos-em-dialogo?utm_campaign=diarioportughtml&utm_content=%5BZP151229%5D%20O%20mundo%20visto%20de%20Roma&utm_m
Dez 30, 2015 | Notícias, Recortes
Fonte: ANSA, ANSA/ ALESSANDRO DI MEO

O rei Abdullah II da Jordânia em seu discurso transmitido dia 22 de dezembro pela televisão nacional, disse que os cristãos árabes “são parte integrante de nosso passado, de nosso presente e de nosso futuro” e desde o início “foram parceiros essenciais para nossa cultura, para a construção de nossa civilização e pela defesa do islã”.
O rei se pronunciou por ocasião da festa islâmica do nascimento do profeta Mohammed, celebrada dia 23 de dezembro e da solenidade cristã do Natal de Jesus, relatou a agência Fides.
Às vésperas da festividade islâmica e da cristã, Abdulá quis reiterar que “o Islã é uma religião de misericórdia” e que os cristãos e muçulmanos são unidos por vários “valores comuns”, totalmente opostos às práticas daqueles que ele definiu como “fora da lei islâmica”.
O rei jordaniano destacou o valor simbólico da proximidade entre as duas comemorações, em um tempo em que muitos países “sofrem pelo extremismo e a violência”, alimentados por quem trai “os verdadeiros princípios do islã e do cristianismo”.
Neste contexto, o monarca reafirmou que todos os jordanianos “vivem sob a proteção de uma mesma cidadania” e que os cristãos árabes contribuíram de modo essencial na construção da civilização árabe-islâmica desde os tempos da batalha de Mu’tah (quando Mohammad havia ordenado às forças islâmicas em luta contra o exército bizantino que não ferisse os cristãos da Síria).
A festa Islâmica do Mawlid al-Nabi, natividade do Profeta Mohammad Natividade, que depende do calendário lunar, celebra-se também no dia 23 de dezembro, em 2015. Uma proximidade assim entre a festividade islâmica e o Natal cristão não se verificava há 457 anos.
http://www.zenit.org/pt/articles/rei-da-jordania-os-cristaos-sao-parte-integrante-de-nossa-historia?utm_campaign=diarioportughtml&utm_content=%5BZP151229%5D%
Dez 11, 2015 | Mediterrâneo, Notícias, Recortes, Refugiados
João Cardoso Rosas
Temos de reconhecer que nada de moralmente relevante distingue à partida os refugiados políticos dos imigrantes económicos.
A questão dos refugiados e imigrantes na Europa ocupa o espaço mediático sempre que acontece uma tragédia de grandes proporções. Fora disso, passa àquela invisibilidade que os média constroem para ir mudando o assunto e assim garantir a variedade do produto que vendem. Mas o problema está e permanecerá connosco por muito tempo.
Para desdramatizar, os agentes políticos europeus fazem a distinção clássica entre refugiado político e imigrante económico. O primeiro tem protecção à luz da lei internacional e pode beneficiar de direito de asilo. O segundo tem o direito de saída do Estado de origem, mas não tem direito à eventual entrada noutro Estado.
Esta distinção é tão conveniente quanto enganadora. Ela serve para apaziguar os europeus com a ideia de migrantes “bons” – os refugiados que devemos proteger da violência política a que estão sujeitos – face aos migrantes “maus” – aqueles que decidiram vir aproveitar-se dos nossos sistemas de protecção social em vez de procurarem trabalhar e sustentar-se nos locais de origem.
Na verdade, em termos morais, é muitas vezes difícil fazer uma distinção entre refugiados políticos e imigrantes económicos. É muitas vezes difícil dizer que uns necessitam de apoio mais urgente do que outros. Por exemplo, alguém pode ser considerado refugiado político e ter direito a asilo por fugir de um país em guerra, ainda que tenha posses suficientes para garantir o seu conforto pessoal e nunca tenha sido incomodado. Da mesma forma, alguém pode vir de um país em paz mas extremamente pobre, onde a existência é miserável e conduz rapidamente à morte por causas facilmente evitáveis no mundo desenvolvido – mas este, por ser imigrante económico, não tem direito a ser recebido.
Se quisermos ultrapassar as distinções demasiado convenientes de agentes políticos e eurocratas, então temos de reconhecer que nada de moralmente relevante distingue à partida os refugiados políticos dos imigrantes económicos. Em ambos os casos trata-se de fugir a condições naturais e sociais que tornam a vida extremamente difícil ou mesmo impossível. A etiologia dessas condições pode ter a ver com mudanças climáticas, escassez de recursos, guerras, corrupção, mau governo, etc. Em geral, aliás, estas diferentes causas estão ligadas. Por exemplo, as zonas mais afectadas pelo aquecimento global são muitas vezes também as mais pobres e mais instáveis politicamente, gerando-se o conflito e a guerra por recursos escassos.
De um ponto de vista moral, portanto, a questão não consiste em saber como distinguir os que batem à porta da Europa, se são refugiados ou imigrantes. A questão consiste antes em determinar em que medida podemos ajudar e o que estamos disponíveis a sacrificar para fazê-lo.
http://economico.sapo.pt/noticias/refugiados-e-imigrantes_236934.html
Out 16, 2015 | Publicações, Recortes
A Fundação Ajuda a Igreja que Sofre (AIS) apresentou ao mundo os números mais recentes relacionados com a perseguição aos cristãos. O Semanário ECCLESIA aborda esta realidade, dando voz aos números e testemunhos divulgados pelo organismo católico, que celebra 20 anos de presença em Portugal. O estudo incide na situação concreta em 22 países onde se verifica uma maior violação à liberdade religiosa e abrange o período entre 2013 e 2015.
O Papa associou-se a esta publicação e defendeu uma maior ação da comunidade internacional para travar a chaga da perseguição religiosa, evocando em particular o sofrimento dos cristãos.
Disponível em www.agencia.ecclesia.pt/semanario
Out 16, 2015 | Notícias, Recortes
Fundação Ajuda à Igreja que Sofre revela aumento da perseguição contra cristãos
Lisboa, 13 out 2015 (Ecclesia) – A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou hoje um relatório em que denuncia a “limpeza étnico-religiosa” contra os cristãos no Médio Oriente e regiões de África, alimentada pela “ameaça” de genocídio feita por grupos islâmicos.
“O Cristianismo estará em vias de extinção no coração de muitas das regiões bíblicas no espaço de uma geração, senão antes”, alerta o relatório ‘Perseguidos e Esquecidos?’ sobre “os cristãos oprimidos por causa da sua fé”.
O documento, enviado à Agência ECCLESIA, aborda o período entre 2013 e 2015, identificando situações de perseguição religiosa “extrema” na Arábia Saudita, China, Coreia do Norte, Eritreia, Iraque, Nigéria, Paquistão, Sudão, Síria e Vietname.
A apresentação pública do relatório decorre às 18h00 na Sociedade de Geografia, em Lisboa.
Segundo o texto, 80% das perseguições são contra cristãos, “de longe o grupo religioso mais perseguido”, sublinhando-se o impacto crescente de extremismo em África e na Ásia.
O arcebispo católico de Alepo, D. Jean-Clement Jeanbart (greco-melquita), apresenta um testemunho sobre a situação na sua cidade, revelando que a catedral “foi bombardeada seis vezes” e a sua casa já foi atingida mais de dez vezes.
“Estamos a enfrentar a raiva de uma jihad extremista. Podemos vir a desaparecer em breve”, alerta, em nome das pessoas indefesas contra “os assaltos do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh)”.
“Somos o alvo principal daquilo a que o califado chama campanha de limpeza religiosa”, acrescenta.
Segundo a AIS, o medo do genocídio, “que em muitos casos tem fundamento”, desencadeou um “êxodo de cristãos”, nomeadamente do Médio Oriente e nalgumas regiões de África.
“A Igreja está a ser silenciada e expulsa do coração da sua antiga região bíblica”, observa a fundação pontifícia.
O relatório mostra preocupações com a ascensão de grupos militantes islâmicos na Nigéria, Sudão, Quénia e Tanzânia, bem como em relação à perseguição contra cristãos levada a cabo por “movimentos religiosos nacionalistas – muçulmanos, hindus, judeus e budistas”.
“Os regimes totalitários, incluindo a China, têm colocado cada vez mais pressões sobre o Cristianismo, que é visto como uma ameaça, quanto mais não seja devido ao seu crescente apoio ‘clandestino’”, pode ler-se.
Catarina Martins Bettencourt, que dirige o secretariado português da Fundação AIS, explica à Agência ECCLESIA que “desde o último relatório não há melhorias” e mostra “grande preocupação” face às notícias que têm chegado desde o Médio Oriente.
“Há o risco real do desaparecimento do Cristianismo destes países”, insiste.
O novo relatório apresenta testemunhos de “pessoas que estão efetivamente a ser perseguidas por serem cristãos”.
Para este trabalho, a Fundação AIS entrevistou sacerdotes, bispos, religiosas e leigos, compilou testemunhos de pessoas que vivenciaram casos de violência e consultou notícias publicadas pelos meios de Comunicação Social locais.
A AIS, que assinala 20 anos de presença em Portugal, convidou para a apresentação deste documento D. George Jonathan Dodo, bispo de Zaria, na Nigéria; o padre Aurèlio Gazzera, carmelita descalço na República Centro-Africana; e a irmã Annie Demerjian, a Congregação das Irmãs de Jesus e Maria, em Alepo, Síria.
www.agencia.ecclesia.pt/semanario
AIS/ACN
OC