Ago 2, 2018 | espiritualidade, Informações, Notícias, Semana Nacional de Migrações

Programa
Domingo, 12 de Agosto
16:00 – Conferência de Imprensa de apresentação da Peregrinação, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, promovida pela Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, em conjunto com o Santuário de Fátima.
18:30 – Inicio oficial da Peregrinação – acolhimento dos Peregrinos e saudação aos migrantes na Capelinha das Aparições.
21:30 – Bênção solene das velas e Rosário, na Capelinha das Aparições, seguida de Procissão das velas.
22:30 – Eucaristia, presidida por Sua Eminência o Cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago – Cabo Verde
Segunda-feira, 13 de Agosto
00:00 às 02:00 – Adoração ao Santíssimo Sacramento, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário
02:00 às 03:30 – Via-sacra, no Recinto (com início junto da Capelinha das Aparições)
03:30 às 04:30 – Celebração Mariana, na Capelinha das Aparições
04:30 às 05:30 – Eucaristia, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário
05:30 às 07:00 – Adoração e canto de Laudes, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário
07:00 – Procissão Eucarística.
09:00 – Rosário, na Capelinha das Aparições.
10:00 – Celebração da Eucaristia, presidida por Sua Eminência o Cardeal Arlindo Gomes Furtado, bispo de Santiago – Cabo Verde incluindo-se oferta do trigo, a bênção dos doentes, a consagração, terminando com a Procissão do Adeus.
Jul 25, 2018 | espiritualidade, Notícias, Recortes
Entrevista
Melissa Gómez Mesa, oradora da conferência que celebrou o centenário do nascimento de Mandela, acompanha processos de ensino de Espiritualidade, Ética, Equidade, Paz e Reconciliação na região de Antioquia, na Colômbia, e noutras partes do país afetadas pelo conflito interno.
A capacidade de reconhecer todos os seres humanos como iguais e de lutar por um bem maior. Para Melissa Gómez Mesa, coordenadora de programas de formação e execução de projetos no Centro de Fé y Cultura, na Colômbia, estes são os principais contributos que Nelson Mandela deixou para a humanidade. A colombiana confessou, em exclusivo ao Ei, ver com apreensão o clima de incerteza em que vive o seu país, onde, afirma, se perdeu o valor da vida. A espiritualidade é o caminho.
Qual a importância de recordarmos e, principalmente, de não esquecermos Nelson Mandela?
É muito importante recordar Mandela pela sua capacidade de reconhecer todos os seres humanos. Os conflitos estão muitas vezes relacionados com o não reconhecimento de uma ou de algumas partes. Mas Nelson Mandela ensinou-nos que é possível resolvê-los de um modo pacífico e que, mesmo nos momentos mais difíceis, é possível encontrar as luzes necessárias para nos conectarmos com o outro, para construirmos pontes e vivermos numa sociedade em paz.
Como é que o legado de Nelson Mandela pode inspirar os líderes de países que iniciaram processos de reconciliação?
Há dois ensinamentos de Nelson Mandela que considero muito importantes. O primeiro, de carácter pessoal e que pode ser útil para todos os seres humanos, é a sua capacidade de reflexão, de parar e de optar por um bem maior. E qual é esse bem maior? É entrar em confronto? É pôr-se de um lado ou do outro? Não. Nelson Mandela escolheu não legitimar nem um, nem o outro lado, mas sim proporcionar o encontro. O segundo é a sua capacidade de liderança. Se os líderes mundiais, em especial os líderes dos países que ainda estão em conflito, estudassem os exemplos de Nelson Mandela, iriam encontrar caminhos para o desenvolvimento das suas comunidades.
Que trabalho está a ser feito na Colômbia para essa reconciliação e, no fundo, para alcançar a paz?
Em primeiro lugar é preciso proporcionar o ambiente adequado para os acordos de paz. A Colômbia tem agora a possibilidade de criar um ambiente com menos tensão para construir as estruturas sociais, políticas e educativas necessárias e para dar uma vida digna às pessoas.
Devemos possibilitar momentos de encontro e ajudar a aumentar a confiança entre os colombianos, porque há medo, há temor e há ódios de uma guerra dura e que deixou muita dor.
Qual o papel dos colombianos na luta por essa mudança? Sente-se essa vontade?
É difícil. No dia 17 de junho, Iván Duque venceu a segunda volta das eleições na Colômbia e, desde aí, parece que o país está dividido em duas partes: uma que defende e que deseja os Acordos de Paz e outra que tem as suas dúvidas, que quer fazer algumas reformas estruturais e que está a abrandar o processo. É aqui que temos de insistir e tentar perceber o porquê dessas dúvidas. Não acho que estejamos perante um cenário de confrontação, mas é difícil. A guerra deixou muita mágoa.
Como é que a espiritualidade pode ajudar as pessoas que vivem em países em conflito?
A espiritualidade é fundamental. Quando falamos em espiritualidade não estamos a falar em religião, são coisas diferentes. A espiritualidade é universal, é a capacidade que o ser humano tem de se conectar com a própria vida e de reconhecer que o outro é igualmente digno. E nesse sentido é muito importante para os colombianos.
O que se passa é que nós, os colombianos, perdemos o valor da vida, porque permitimos muitos atos bárbaros. Mas a espiritualidade permite voltar à essência e à grandeza de viver, à gratidão de partilhar este espaço com outros. A espiritualidade dá sentido à vida e é fundamental para nos ajudar a nos encontrarmos como seres humanos.
Essa ideia, de que ninguém é superior a ninguém, também era muito defendida por Nelson Mandela…
Exatamente. Há uma lição de Nelson Mandela de que gosto muito: a capacidade de entender que o outro tem sempre algo positivo para enriquecer a vida.
Quais são as principais lições que Mandela deixou para a humanidade?
Há duas lições que considero importantes. A primeira é que Nelson Mandela ensinou-nos em que momentos devemos tomar decisões e liderar, mas também em que momentos devemos fazer silêncio e permitir que sejam os outros a tomar decisões.
Em segundo, a coragem – apesar do medo, é preciso ter coragem para ir mais além e tentar. Nelson Mandela foi um construtor de pontes e, na verdade, é para isso que aqui estamos. Não há necessidade de mais conquistas, há necessidade de viver.
Vivemos tempos complexos, com países em conflitos e pouca ou nenhuma confiança dos líderes políticos. O mundo precisa de outro Mandela?
Sim, de muitos outros Nelson Mandela. E acho que todos o podemos ser. Todos os seres humanos, desde que deem o melhor de si e que tomem decisões para o benefício de todos, podem ser como Nelson Mandela. Acredito que hoje em dia não precisamos apenas de líderes políticos, mas também de líderes espirituais que nos ajudem a conectar com o essencial da vida.
https://www.montepio.org/ei/ultimas/economia-social-ultimas/melissa-mesa-a-espiritualidade-e-fundamental-para-dar-sentido-a-vida/
Jun 14, 2018 | Artigo, Documentos, espiritualidade, Recortes
Uma vida aventurosa no rasto do Evangelho e em grande sintonia com Francisco de Assis, que conheceu pessoalmente. Infinitas viagens pela Europa, da natal Lisboa até à última etapa em Pádua. E encontros, muito estudo, meditações, orações, pregações (nas quais era um verdadeiro mestre), caridade.
Santo António (Lisboa, 1195 – Pádua, 1231) é certamente uma das figuras mais veneradas do catolicismo. Em cada canto da Europa e em numerosas localidades do mundo surgem igrejas e santuários dedicadas ao frade franciscano, a ele se elevam súplicas, contam-se os seus milagres.
Hoje, em Pádua, um cortejo histórico com mais de 150 figurantes, que remonta a 1931, sétimo centenário da morte, recorda as últimas horas de vida do santo, culminando com o concerto dos sinos que anuncia o início das celebrações solenes do 13 de junho.
É reconhecido como protetor dos pobres, dos oprimidos, das grávidas, dos prisioneiros, dos viajantes e dos náufragos, e também dos animais. A festa litúrgica de 13 de junho é ocasião para dirigir orações e pedidos de ajuda ao “lírio-cândido”, um dos seus múltiplos símbolos. Entrevista ao diretor editorial das Edições Messaggero Padova, Fabio Scarsato, frade menor conventual.
Quais são hoje, em síntese, os contornos e as particularidades da devoção a Santo António?
Creio que a devoção de muitas pessoas que ainda encontram em António um ponto de referência pode definir-se como uma espécie de milagre, porque foi capaz de evoluir no tempo. Passou-se de uma devoção baseada apenas nos milagres a uma em que as pessoas veem em António um estilo de vida, a ideia de que é possível para cada um de nós encontrar o caminho para uma santidade quotidiana.
Outra coisa que me toca, e que pode parecer paradoxal, é que António foi um apurado exegeta e um grande teólogo, mas o seu público de referência, chamando-o assim, foi sempre, e continua a ser hoje, formado sobretudo por gente simples.
Qual é a geografia desta devoção?
Há muitos lugares ligados à figura de António: a partir de Lisboa, onde nasceu, ou Coimbra, sempre em Portugal, onde se fez monge agostinho; mas há também um santuário em França ou o de Samposampiero, próximo de Pádua. Mas o que é impressionante, e digo-o por experiência direta, é que para além destes lugares históricos é difícil encontrar no mundo uma igreja onde não haja uma estátua, um ex-voto ou uma imagem de António ou quaisquer tradições ligadas a ele, por exemplo com referência à caridade e ao famoso “pão de Santo António”.
Pela sua biografia, António foi um verdadeiro “santo europeu”: o que é que diz hoje a um Velho Continente algo perdido?
Seria quase demasiado fácil ou retórico fazer atualizações. Mas é assim, é inútil negá-lo. António fala-nos de uma Europa que seguramente tinha fronteiras diferentes das nossas, mas era um continente que podia ser “caminhado” de um lado ao outro e que se misturava. António parte de Portugal, chega a Itália, depois passa um período em França…
Era uma Europa em que, de certa forma, onde quer que estivesses, sentias-te em casa, sentias-te cidadão. Sentias que havia um espaço para ti. António, por exemplo, trouxe para a Itália uma importante cultura teológica e enriqueceu o franciscanismo. É nesta mistura que, de certa maneira, todos ganham e todos podem dar passos em frente. Parece-me ser esta a bela ideia de cidadania que António nos dá. Depois há um episódio muito significativo.
Qual?
O naufrágio nas costas da Sicília, no regresso de Marrocos. É um facto que há contornos históricos que não são precisos, mas não há dúvida de que aconteceu, e é um facto que tem uma atualidade fortíssima. António, a certo ponto da sua vida, é um náufrago, mas vive a experiência do acolhimento dos seus confrades. A mim agrada-me a ideia de que se possa naufragar em qualquer lado onde não se conhece pessoalmente ninguém, sabendo que haverá alguém que te acolherá. E hoje esta experiência é cada vez mais rara.
Gianni Borsa/SIR
Trad./edição: SNPC
Publicado em 12.06.2018
http://www.snpcultura.org/santo_antonio_quando_ser_naufrago_era_ter_a_certeza_de_ser_acolhido.html
Fev 22, 2018 | espiritualidade
A pedido do Papa Francisco assinala-se amanhã, em todo o mundo, um dia particular de atenção e de reflexão sobre a realidade dos países que vivem em guerra, em particular, as vítimas dos países do Sudão do Sul e da República Democrática do Congo.
“Perante o trágico arrastamento de situações de conflito em diversas partes do mundo, convido todos os fiéis para uma jornada especial de oração e jejum pela paz, a 23 de fevereiro, sexta-feira da primeira semana da Quaresma”, anunciou Francisco. “Como noutras ocasiões similares, convido os irmãos e irmãs não-católicos e não-cristãos a associarem-se a esta iniciativa, das formas que julgarem mais oportunas, mas todos juntos”, acrescentou.
Proposta de OraçãoVia Sacra_final
Out 2, 2017 | espiritualidade
Senhor,
neste dia em que a igreja diocesana do Porto e não só,
faz silêncio e memória da vida de D. António Francisco dos Santos, ontem chamado aos braços amorosos do Pai,
quero dar-Te graças pela igreja que é como como uma esposa, viva, santa, imaculada.
Assim é a Igreja
e assim será a Igreja na eternidade
onde Tu, Senhor, és a cabeça
e nós os membros.
Esta Igreja não é um aglomerado de pessoas:
é um organismo vivo, santo,
bem articulado e cheio de beleza,
como “noiva adornada para o seu esposo”.
Torna-me, Senhor, digno de fazer parte
de tão glorioso Corpo
com uma tão insigne Cabeça,
que és Tu,
Assim seja.
Obrigado!
Pe. Granja
Mar 29, 2016 | Documentos, espiritualidade
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo, (…) veio Jesus…(Jo.20,19).
Queridos irmãos e irmãs:
Regressado da morte e trazendo no seu corpo as chagas gloriosas, Jesus saúda os discípulos com palavras habituais entre os judeus mas que neste momento alcançam a plenitude do seu significado e da sua eficácia: “a paz esteja convosco!” Com esta saudação entrega-lhes o precioso fruto da Sua Páscoa: a paz e a alegria do perdão e da reconciliação com o Pai que têm o poder de nos recriar, de fazer de nós criaturas novas. E envia-os pelo mundo inteiro com o poder de anunciar e de dar esse mesmo perdão a todos aqueles que acreditarem no Evangelho: “assim como o Pai Me enviou também Eu vos envio a vós”. Dito isto soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos”. (Jo.20,21-23)
Libertar as pessoas da escravidão do pecado e do medo, esta é a missão da Igreja em todos os tempos e lugares, esta é hoje a nossa missão e a maior obra de misericórdia que devemos praticar: anunciar a vitória de Cristo sobre a morte e ajudar as pessoas a encontrar-se com Ele para que recebam o perdão dos seus pecados, tenham Vida em seu nome e possam cantar connosco: é eterna a sua misericórdia!
Desejamos a todos uma vivência intensa da Páscoa.
O Senhor vos abençoe e vos dê a Sua paz e a Sua alegria!
Rezai por nós.
+ António Vitalino
+ João Marcos