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Papa vai a Lesbos para voltar a pôr os refugiados nos radares do mundo

Papa vai a Lesbos para voltar a pôr os refugiados nos radares do mundo

O presidente do Conselho Pontifício da Justiça e Paz não compreende porque é que os países não se juntam para impedir o Estado Islâmico de conseguir armas e dinheiro.

O Papa viaja no próximo sábado para a ilha grega de Lesbos com o objetivo de abanar a consciência do mundo pela situação dos refugiados, diz o cardeal ganês Peter Turkson, que é presidente do Conselho Pontifício da Justiça e Paz.

“A visita será uma nova tentativa para colocar sob o olhar mundial a situação dos refugiados e, ao mesmo tempo, as suas causas. E vai interpelar o mundo e a consciência global para se fazer alguma coisa para evitar isto”, afirmou, em Roma, à margem de um encontro da Pax Christi Internacional, uma organização que faz campanha pela não-violência.

O cardeal africano diz não compreender como é que o mundo não se une para estrangular o acesso a armas e financiamento a grupos terroristas como o Estado Islâmico.

“O Estado Islâmico parece poderoso mas, na realidade, está a ser apoiado pelo dinheiro e pelas armas”, afirma. “Estas coisas são sempre importadas e compradas em grandes negócios de armamento. Porque não acabamos com isto? Porque não acabamos com o interesse em comprar o petróleo a baixo preço? É preciso mais empenhamento e sacrifício. Por isso, a visita do Papa vai ajudar a pensar qual poderá ser a solução válida a longo prazo para acabar com esta situação”, esclarece.

Turkson critica a forma como a Europa tem olhado para a crise dos migrantes e refugiados. “Porquê esta indiferença? A Grécia não pode ficar indiferente, porque é o país onde estão estas pessoas, mas as actuais medidas da Europa, que dá uma grande quantia de dinheiro à Turquia para que esta impeça a chegada destas pessoas, servem os interesses de quem? Talvez a Europa fique um pouco mais tranquila agora, mas por quanto tempo?”, afirma Turkson.

Igreja encara o mundo como “família de nações”

O Papa Francisco não marcou presença no encontro da Pax Christi Internacional, mas enviou uma mensagem em que voltou a descrever a realidade internacional atual como uma “guerra mundial às parcelas”.

“Como cristãos sabemos que é só considerando os nossos pares como irmãos e irmãs que seremos capazes de ultrapassar as guerras e os conflitos. A Igreja repete incansavelmente que isto é verdade não só ao nível individual, mas também ao nível dos povos e das nações, porque encara verdadeiramente a Comunidade Internacional como uma ‘Família de Nações’”.

http://rr.sapo.pt/noticia/51519/papa_vai_a_lesbos_para_voltar_a_por_os_refugiados_nos_radares_do_mundo

 

Papa envia mensagem e um donativo pessoal aos cristãos iraquianos através da Fundação AIS

Papa envia mensagem e um donativo pessoal aos cristãos iraquianos através da Fundação AIS

O Papa Francisco vai entregar, na sexta-feira, um “donativo financeiro pessoal” à comunidade cristã em Erbil, no Iraque, através da Fundação AIS.

O Bispo de Carpi integra uma delegação italiana da Ajuda à Igreja que Sofre que vai deslocar-se ao Iraque e o Santo Padre, mal soube disso, contactou com o prelado no sentido de fazer chegar, através dele, a sua doação para os cristãos iraquianos.

Foi o próprio Bispo de Carpi, D. Francesco Cavina, que o revelou: “assim que o Santo Padre teve conhecimento da minha participação nesta visita da AIS, telefonou-me expressando o seu desejo de enviar um presente aos nossos irmãos iraquianos”.

Será D. Cavina o responsável pela entrega do presente, uma “contribuição financeira pessoal”, do Santo Padre à Igreja iraquiana, estando previsto que a delegação chefiada pelo presidente da AIS de Itália vá encontrar-se com D. Petros Mouche, bispo sírio-católico de Mossul, assim como com D. Bashar Warda, arcebispo caldeu de Erbil.

O Papa fez questão de enviar também uma mensagem através do Bispo Cavina para a comunidade cristã local, elogiando a iniciativa da AIS – “que exprime afecto, comunhão eclesial e forte amizade com tantos irmãos e irmãs e em situação de aflição”- e destacando o “direito inalienável de todas as pessoas professarem livremente a sua fé”, o que não se verifica no Iraque, nas regiões controladas pelos jihadistas.

Nessa breve mensagem, o Papa fez questão de sublinhar o testemunho corajoso dos cristãos em tantas partes do mundo, vítimas de intolerância, dizendo ser importante “não esquecer este drama da perseguição que afecta cristãos e outras minorias étnicas em todo o mundo”.

Na missiva, de que será portador o Bispo de Carpi, o Papa destaca ainda como “o testemunho de fé paciente e corajoso de tantos discípulos de Cristo” representa uma chamada a toda a Igreja “a redescobrir o manancial do Mistério Pascal, de onde colhemos energia, força e luz para um novo humanismo”.

Além do donativo pessoal, o Papa Francisco fez também questão de enviar alguns paramentos sagrados para os membros do clero de Erbil.

A delegação da Fundação AIS será chefiada por Alessandro Monteduro, director da AIS de Itália, e contará, entre outros, com o Bispo Antonio Suetta de Ventimiglia – São Remo e D. Massimo Fabbri, representante da Arquidiocese de Bolonha, além do Bispo de Carpi, Monsenhor Francesco Cavina.

A visita a Erbil, capital do Curdistão Iraquiano, que decorrerá de 1 a 4 de Abril, incluirá uma passagem por alguns centros de refugiados, especialmente em Ankawa, onde se encontra a Aldeia Padre Werenfried, que recebeu o nome do fundador da AIS e que é composta por 150 casas pré-fabricadas que albergam 175 famílias.

A visita inclui ainda as escolas onde estudam actualmente cerca de 7 mil crianças iraquianas e que funcionam igualmente em edifícios pré-fabricados doados pela AIS.

Desde Junho de 2014 até hoje, a Fundação AIS já doou 15.1 milhões de euros aos cristãos do Iraque.

FUNDAÇÃO AIS

DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO

Misericórdia Sem Fronteiras – Programa

Misericórdia Sem Fronteiras – Programa

6ª Feira, 15 de Janeiro

15h00 – Acolhimento Seminário de S. José

19h 30 – Jantar

21h00 – Abertura – D. António Vitalino (Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana), D. José Cordeiro (Bispo de Bragança-Miranda), Hernâni Dias (Presidente da Câmara Municipal de Bragança)

Momento Musical pelo Conservatório de Música de Bragança

21h 30 – Conferência: Viver a misericórdia. Fundamentos bíblicos

D. António Couto, Bispo de Lamego

 

 

Sábado, 16 de Janeiro

 08h00 – Pequeno-almoço

08h30 – Eucaristia e Laudes

09h30 – Painel: Um mundo sem fronteiras

Economia – Vera Rodrigues (Bragança)

Política – Silva Peneda (UTAD)

Cidadania – Irmã Irene Guia (PAR)

 11h00 – Intervalo

11h30 – Painel: Um coração sem fronteiras

                 Acolher: paradigma da ação – Mendo Castro Henriques (FCH/UCP)

                 Educar: construir relações – João Bartolomeu Rodrigues (UTAD)

Religar: o diálogo inter-religioso – Catarina Martins Bettencourt (FAIS)

13h00 – Almoço

14h30 – Pelos Caminhos da Misericórdia – volta cultural

17h30 – Conferência: Misericórdia sem fronteiras: A experiência do Líbano

Presidente da Cáritas do Líbano,  Padre Paul Karam

20h00: Jantar

 

Domingo, 17 de Janeiro

Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado

09h 00 – Saída para Balsamão

10h 00 – Visita ao Santuário de Nossa Senhora de Balsamão

11h 00 – Abertura da Porta da Misericórdia e Eucaristia no Santuário de Nossa Senhora de Balsamão, presidida por D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda.

Eucaristia transmitida pela RR

No final da Eucaristia:

Memorial pela Paz

 

13h15 – Almoço

Refugiados e imigrantes

Refugiados e imigrantes

João Cardoso Rosas

Temos de reconhecer que nada de moralmente relevante distingue à partida os refugiados políticos dos imigrantes económicos.

A questão dos refugiados e imigrantes na Europa ocupa o espaço mediático sempre que acontece uma tragédia de grandes proporções. Fora disso, passa àquela invisibilidade que os média constroem para ir mudando o assunto e assim garantir a variedade do produto que vendem. Mas o problema está e permanecerá connosco por muito tempo.

Para desdramatizar, os agentes políticos europeus fazem a distinção clássica entre refugiado político e imigrante económico. O primeiro tem protecção à luz da lei internacional e pode beneficiar de direito de asilo. O segundo tem o direito de saída do Estado de origem, mas não tem direito à eventual entrada noutro Estado.

Esta distinção é tão conveniente quanto enganadora. Ela serve para apaziguar os europeus com a ideia de migrantes “bons” – os refugiados que devemos proteger da violência política a que estão sujeitos – face aos migrantes “maus” – aqueles que decidiram vir aproveitar-se dos nossos sistemas de protecção social em vez de procurarem trabalhar e sustentar-se nos locais de origem.

Na verdade, em termos morais, é muitas vezes difícil fazer uma distinção entre refugiados políticos e imigrantes económicos. É muitas vezes difícil dizer que uns necessitam de apoio mais urgente do que outros. Por exemplo, alguém pode ser considerado refugiado político e ter direito a asilo por fugir de um país em guerra, ainda que tenha posses suficientes para garantir o seu conforto pessoal e nunca tenha sido incomodado. Da mesma forma, alguém pode vir de um país em paz mas extremamente pobre, onde a existência é miserável e conduz rapidamente à morte por causas facilmente evitáveis no mundo desenvolvido – mas este, por ser imigrante económico, não tem direito a ser recebido.

Se quisermos ultrapassar as distinções demasiado convenientes de agentes políticos e eurocratas, então temos de reconhecer que nada de moralmente relevante distingue à partida os refugiados políticos dos imigrantes económicos. Em ambos os casos trata-se de fugir a condições naturais e sociais que tornam a vida extremamente difícil ou mesmo impossível. A etiologia dessas condições pode ter a ver com mudanças climáticas, escassez de recursos, guerras, corrupção, mau governo, etc. Em geral, aliás, estas diferentes causas estão ligadas. Por exemplo, as zonas mais afectadas pelo aquecimento global são muitas vezes também as mais pobres e mais instáveis politicamente, gerando-se o conflito e a guerra por recursos escassos.

De um ponto de vista moral, portanto, a questão não consiste em saber como distinguir os que batem à porta da Europa, se são refugiados ou imigrantes. A questão consiste antes em determinar em que medida podemos ajudar e o que estamos disponíveis a sacrificar para fazê-lo.

http://economico.sapo.pt/noticias/refugiados-e-imigrantes_236934.html

Comunicado

Comunicado

A Comissão Executiva da Plataforma de Apoio aos Refugiados reunida em Lisboa entendeu tomar a seguinte posição pública:

  1. Portugal deve, no contexto europeu, ser firme e pró-ativo na afirmação das suas convicções humanistas, defendendo não só o acolhimento e integração de refugiados no seu seio, bem como o apoio aos países que estão em maiores dificuldades, como é o caso da Grécia ou do Líbano.
  2. Nesse sentido, a evidência mais recente de incapacidade de executar o programa de recolocação de 160.000 refugiados, aprovado em Setembro passado num Conselho Europeu, dá bem a medida da incompetência e falta de vontade política dos Estados-membros e das instâncias europeias em cumprir as suas próprias decisões. Desta forma, o problema agrava-se, todos os dias, um pouco mais.
  3. Por isso, em nome da justiça e dos valores da civilização europeia, a PAR reafirma a defesa do acolhimento urgente dos refugiados, sem mais demoras, e da sua integração adequada, em condições dignas e humanas. Este acolhimento e integração pode ocorrer sem prejuízo das medidas de segurança que são essenciais para todos.
  4. Os refugiados, nomeadamente sírios, que buscam proteção na Europa são as maiores vítimas duma guerra que dura há mais de 4 anos e que destruiu tudo o que tinham. Culpá-los dos atentados recentes e fechar-lhes a porta do acolhimento entre nós é voltar a vitimizá-los.É fazer pagar a vítima pelos crimes do agressor.
  5. Nas últimas semanas, em diferentes locais no Mundo – desde Paris a Beirute, de Istambul a Bamako, do Monte Sinai a Kano – ocorreram vários atentados terroristas que merecem um repúdio total e condenação sem hesitação, bem como a solidariedade com as vítimas e seus familiares.
  6. Esta internacionalização do terror permite-nos compreender melhor, na nossa pele, o que têm passado centenas de milhares de pessoas, oriundas da Síria, que fogem à violência de um quotidiano brutalmente devastador. Começamos a perceber diretamente o que é viver debaixo do efeito desta violência e deveríamos ser mais solidários com os que a sofrem há mais tempo e com consequências trágicas.
  7. A Plataforma de Apoio aos Refugiados alerta para que esta confusão entre os que provocam o terror e os que dele fogem – os refugiados – é profundamente injusta.
  8. A PAR não pode deixar de voltar a lamentar os erros graves cometidos, nos últimos anos, pelos Estados-membros da União Europeia, ao ignorarem a crise de refugiados. Desde a falta de solidariedade com os países de limítrofes no apoio à sua gestão dos refugiados até à total incapacidade de planear e executar, no tempo oportuno, o acolhimento dos refugiados que começaram a procurar abrigo entre nós, somaram os erros que hoje são evidentes e cujas consequências têm um elevado custo humano, social e político.
  9. Em Portugal continuamos, incompreensivelmente, à espera que esse programa se inicie, depois de adiamentos sucessivos e apesar de estarem reunidas condições de acolhimento suficientes. Devem, na perspetiva da PAR, ser tomadas as medidas necessárias para desbloquear urgentemente esta situação, nomeadamente acionando mecanismos alternativos de cooperação bilateral com outros Estados-membros, para os apoiar na recolocação de refugiados presentes em seu território.
  10. A PAR continuará o seu trabalho, com redobrado sentido de missão, e apela aos portugueses que não deixem de afirmar o seu espírito solidário e humanista com todos aqueles que sendo vítimas de violência se tornaram refugiados, independentemente da sua origem, religião, nacionalidade, género ou idade.
Emergência educativa

Emergência educativa

  1. Terrorismo e educação

Na última nota escrevia o seguinte: A educação na família, na escola, nas comunidades religiosas deve ajudar a construir a paz. Bem-aventurados os que sofrem por causa da paz, proclamou Jesus. Sem avaliar todo o alcance desta afirmação, nesta semana, no torvelinho dos acontecimentos, recebi muitos incentivos para a explicitar melhor e aplicar aos ambientes que nos envolvem.

Em primeiro lugar, ao ler as propostas do sínodo sobre a família, percebi que há uma situação global, que dificulta a tarefa educativa. Na miragem ideológica dum mundo envolvido na terceira guerra mundial em fragmentos, como se expressa o Papa Francisco, afirma-se o individualismo e o direito aos bens de consumo e esquece-se a educação primordial para a relação e a pertença, a começar pela família. Por isso os outros, a própria natureza, são vistos como concorrentes e obstáculos a eliminar, como o inferno, como se expressava Sartre, e não como fazendo parte de nós, do nosso bem estar e aos quais somos devedores. Como diz S. Paulo (Rm 13, 8): não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser o amor.

Em segundo lugar, foi o Congresso Mundial promovido em Roma pela Congregação para a Educação Católica, na semana passada. No encontro com o Papa, a 21 de novembro, uma responsável educativa perguntava como podem os educadores ser construtores da paz. Na sua resposta espontânea o Papa afirmava que é preciso ir às periferias, ao mundo dos pobres e não apenas fazer obras de benificência para eles, dar-lhes de comer e ensiná-los a ler, mas a caminhar juntos com a sua experiência de pessoas feridas na sua humanidade. Não basta educar dentro de muros, cultivar uma cultura seletiva, de segurança, da inteligência formal, mas arriscar no cumprimento das quatorze obras de misericórdia.

Em contraste com estes pensamentos estavam as notícias veiculadas pelos meios de comunicação social: a caça aos terroristas, os ataques aos focos de terrorismo, o controle dos refugiados, a construção de defesas, o estado de emergência. Será este o caminho da construção da paz, não apenas em algumas partes do mundo, mas para todos e com todos?

A educação para os valores humanos, implica também a abertura à transcendência, expressa de muitas maneiras, também a religiosa, mas nunca proselitismo ou fundamentalismo religioso, como dizia o Papa no diálogo atrás referido. Um sistema educativo fechado, neopositivista, sem abertura à transcendência, que não toca o coração, os comportamentos e as relações fundamentais da pessoa, fecha o homem em si mesmo e não pode educar para o verdadeiro humanismo, por mais génios que produza, mas, infelizmente, também monstros.

  1. Como educar para um humanismo cristão?

Como escrevi atrás, a educação, mesmo em famílias e escolas católicas, nunca pode ser proselitista ou neopositivista, mas educar para os valores, aberta à transcendência, à relação com os outros e com a natureza, procurando o seu bem.

A educação para a fé e a sua explicitação religiosa, na escuta da Palavra de Deus, no conhecimento da mensagem e pessoa de Jesus Cristo, na oração, na prática dos mandamentos e das obras de misericórdia, ajuda a fazer crescer a pessoa na verdade do seu ser e a desenvolver a sociedade nas suas múltiplas relações, construindo a paz na verdade, na justiça, na igualdade, na fraternidade.

Campos de refugiados, situação prolongada de desemprego, sobretudo de jovens, a fome, condições sub-humanas de vida, não são ambiente propício para a construção da paz mundial. Por isso não podemos pactuar com estas situações ou praticar apenas as obras de misericórdia corporais. É preciso despertar as pessoas para a sua dignidade, que se realiza nas múltiplas relações e no sentido de pertença a uma única humanidade, a família humana, para cujo desenvolvimento todos devemos contribuir. É caminhando que se faz caminho, como se ouve repetir. A educação não pode ser apenas para o conhecimento, mas para o coração, os afetos, os sentimentos e a ação.

Resta-nos um longo caminho a percorrer. Mas com lamentos, de braços caídos, não avançaremos. Os governos devem estar abertos e apoiar as experiências educativas que vão nesse sentido, em vez de querer prescrever um único tipo de escola, que muda conforme as mudanças dos partidos no governo. Basta de experimentalismos e deixemos que a sociedade civil com a família, avance e possa transmitir os valores em que acredita.

A Igreja termina o seu ano litúrgico com a solenidade de Cristo Rei, que afirma a sua soberania, não pelo poder das armas, pelo medo, pela ditadura da opressão, mas pela verdade do amor, pelo perdão, pelo dom da vida na cruz. O seu poder não é deste mundo, mas é oferecido a todos os que viveram, vivem e hão-de viver neste mundo. Só Ele nos pode salvar desta geração perversa, mas carente de amor. E quem é da verdade ou a busca de todo o coração reconhecerá n’Ele a fonte que sacia a sua sede e mata a sua fome, pois Ele é caminho, verdade e vida.

† António Vitalino, bispo de Beja

e Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana