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Hospitalidade Precisa-se!

Hospitalidade Precisa-se!

No âmbito das Eleições Europeias, o JRS, em parceria com a Revista Brotéria, tomou a iniciativa de promover um dia de conferências, debates e apresentações culturais, em que se pretende reunir pontos de vista diversos sobre a questão das migrações e asilo com o objetivo de estimular diálogos sérios e de com isso contribuir para a reflexão sobre este assunto trazendo-o de volta para a ordem do dia.

O evento “Hospitalidade: precisa-se?” terá lugar na Fábrica do Braço de Prata (mapa), em Lisboa, no dia 9 de março, a partir das 9h30.

Para o primeiro painel da manhã (10h às 11h), “Comunicar a Hospitalidade”, reunimos uma mesa redonda com vários jornalistas com o objetivo de discutir o papel da Comunicação Social no debate atual sobre as migrações e na influência da opinião pública sobre imigrantes e refugiados. Estarão presentes Cândida Pinto (RTP), José Manuel Fernandes (Observador) e Joana Azevedo Viana (RR). A moderação ficará a cargo da Irmã Irene Guia.

No segundo painel, “Pensar a Hospitalidade” (11h30 às 13h), haverá outra mesa redonda para discutir o tema à luz das Eleições Europeias, para o qual convidámos deputados e eurodeputados. Participam Cláudia Monteiro de Aguiar (PSD), Marisa Matias (BE), Pedro Mota Soares (CDS-PP), João Pimenta Lopes (PCP) e António Marinho e Pinto (PDR).

No painel da tarde, “Viver a Hospitalidade” (14h30 às 16h), queremos ouvir as histórias de quem vive a hospitalidade sob várias perspetivas. Poderemos ouvir Ghalia Taki, refugiada síria, Afonso Cruz, escritor e viajante português, Manhal, refugiado palestiniano e a Irmã Irene Guia, missionária em zonas de conflito.

Contamos consigo!

Igreja: Católicos de Rito Bizantino e ortodoxos celebram o Natal a 7 de Janeiro

Igreja: Católicos de Rito Bizantino e ortodoxos celebram o Natal a 7 de Janeiro

Padre ucraniano Ivan Petliak fala de celebração, convívio e festa após jejum que vivem este domingo

Azeitão, 05 jan 2019 (Ecclesia) – Os católicos de Rito Bizantino e a maioria dos ortodoxos vão celebrar a 7 de janeiro o nascimento de Jesus, que começa a ser vivido no domingo, com um dia de jejum, Missa, e o encontro entre familiares e amigos à mesa.

“No Natal temos sempre mensagem de paz no mundo, nos nossos corações, de solidariedade. Estamos juntos e é muito importante quando vivemos aqui, longe da nossa terra e das nossas famílias”, disse o padre ucraniano Ivan Petliak à Agência ECCLESIA.

O sacerdote, em serviço pastoral na Diocese de Setúbal, explicou a celebração inclui momentos de oração, o jantar e cânticos tradicionais de Natal, antes de ir para “a Igreja à noite, onde começa a celebração do Natal” com a Missa vespertina.

O padre Ivan Petliak acompanha a comunidade de migrantes ucranianos greco-católicos na Diocese de Setúbal, os quais vivem “um grande jejum” e uma vigília antes do Natal como56 forma de preparar “os corações e as almas dos fiéis” para o “grande feriado”, onde têm “algumas orações especiais”.

A véspera do Natal dos cristãos de Rito Bizantino é também marcada pelo convívio e encontro da família à volta da mesa, num “danto jantar” para o qual podem “convidar os amigos” e também “as pessoas que não têm comida, que não têm casa”.

“Antigamente, deixávamos sempre um lugar livre, que simbolizava as pessoas que precisam deste lugar, desta comida. Na mesa devem estar doze pratos, como os meses no ano”, acrescenta.

O sacerdote que acompanha a comunidade dos imigrantes católicos ucranianos, através de um acordo de colaboração com a Igreja Greco-Católica Ucraniana, conta que na mesa vão ter “pratos típicos, normalmente mais legumes, pratos com peixe”, numa ementa sem carne, e revela que já tem um convite para jantar com duas famílias que se vão juntar para esta festa.

Já no dia de Natal, a liturgia é celebrada normalmente de manhã; em Portugal, como é um dia normal e “as pessoas trabalham”, o padre Ivan Petliak vai presidir à Eucaristia às 19h00, na capela de Nossa Senhora do Carmo, da Ordem Terceira, em Setúbal.

calendário solar juliano foi criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César e difere do calendário gregoriano, utilizado no Ocidente; quando entrou em vigor, em 1582, o Natal era celebrado com 10 dias de diferença e, ao longo de quase 500 anos, a diferença aumentou em mais três dias.

Já sobre as trocas de prendas, o sacerdote explica que na comunidade cristã de Rito Bizantino não se trocam as caraterísticas lembranças/ofertas nestes dias da festa de Natal,  mas no dia de São Nicolau (bispo dos séculos III-IV), que celebraram a 18 de dezembro.

O vigário paroquial de Azeitão, nomeado em setembro de 2018 pelo bispo diocesano D. José Ornelas, destaca que existe partilha de vivências e tradições, como aconteceu a 1 de dezembro quando celebraram a Missa ucraniana em Rito Bizantino, na igreja de São Lourenço” seguida de um jantar ucraniano.

Em Portugal, além das comunidades ucranianas na Diocese de Setúbal, existem outras na dioceses de Évora, Lisboa, Porto e Aveiro.

“Temos muitos migrantes e poucos padres, 12 ou 13 padres Greco-Católicos que podem celebrar no rito bizantino e rito católico”, comenta o padre Ivan Petliak que foi ordenado presbítero a 23 de abril do ano 2000.

CB/OC

Um Santo E Feliz Natal

Um Santo E Feliz Natal

Contemplando, o percurso migratório da família de Nazaré, aprendemos a:

Acolher Jesus, como Maria

Proteger Maria e Jesus, como José

Promover a comunhão na diversidade, inspirados pela Santíssima Trindade, e a

Incluir a fim de que todos se sintam cidadãos e pertença desta casa comum…

Possam os cristãos viver à luz deste Evangelho que diariamente nos desinstala e interpela a ser mais servindo melhor a família humana.

Com votos de um Santo e Feliz Natal

Um ano de 2019 renovado pela alegria e esperança de estarmos a contribuir para um mundo mais humano e fraterno

São os votos da equipa da OCPM

Jornada de Solidariedade para a Pastoral da Mobilidade Humana

Jornada de Solidariedade para a Pastoral da Mobilidade Humana

19 de agosto – XX Domingo do Tempo Comum – Ano B

1ª Leitura:  Prov 9, 1-6

Salmo 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 9a)

2ª Leitura:  Ef 5, 15-20

Evangelho: Jo 6, 51-58

 

Oração Universal

 Irmãs e irmãos em Cristo: Nós, que fomos iluminados pela palavra de Deus e convidados a comer o Pão do Céu, elevemos ao Senhor as nossas preces, dizendo (ou: cantando), com toda a confiança:

  1. Lembrai-Vos, Senhor, do vosso povo.
  2. Para que a Igreja que somos todos nós, guiada pelo Papa Francisco, seja uma presença viva de Jesus Cristo no meio dos homens pelo testemunho da solidariedade, da justiça e da paz: Oremos irmãos
  3. Para que o Pacto Global das Nacionais Unidas, que será aprovado pelos Estados membros até ao final deste ano, seja um efectivo compromisso na partilha de esforços e responsabilidades de acolhimento, protecção, promoção e integração de migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humano: Oremos irmãos
  4. Pelas famílias de toda a terra e seus problemas, pelos homens que vivem como insensatos e pelos que procuram a Deus com inteligência, nomeadamente por aquelas familias deslocadas da sua terra natal: Oremos Irmãos,
  5. Pelos jovens que se preparam para o matrimónio, pelos esposos separados e seus filhos e pelos casais que são sinal do amor de Cristo: Oremos irmãos
  6. Por todos nós que celebramos a Eucaristia, pelos nossos amigos e vizinhos e pelos que sentem a solidão e o abandono: Oremos irmãos.
  7. Por todas as pessoas em contexto de mobilidade humana e pela obras desenvolvidas para os acompanhar ao longo de todo o processo, para que contribuam para a edificação de um mundo mais fraterno: Oremos irmãos
Programa 12 e 13 de Agosto de 2018

Programa 12 e 13 de Agosto de 2018

Programa

Domingo, 12 de Agosto

16:00 – Conferência de Imprensa de apresentação da Peregrinação, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, promovida pela Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, em conjunto com o Santuário de Fátima.

18:30 – Inicio oficial da Peregrinação – acolhimento dos Peregrinos e saudação aos migrantes na Capelinha das Aparições.

21:30 – Bênção solene das velas e Rosário, na Capelinha das Aparições, seguida de Procissão das velas.

22:30 – Eucaristia, presidida por Sua Eminência o Cardeal Arlindo Gomes Furtado, Bispo de Santiago – Cabo Verde

Segunda-feira, 13 de Agosto

00:00 às 02:00 – Adoração ao Santíssimo Sacramento, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário

02:00 às 03:30 – Via-sacra, no Recinto (com início junto da Capelinha das Aparições)

03:30 às 04:30 – Celebração Mariana, na Capelinha das Aparições

04:30 às 05:30 – Eucaristia, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário

05:30 às 07:00 – Adoração e canto de Laudes, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário

07:00                – Procissão Eucarística.

09:00                – Rosário, na Capelinha das Aparições.

10:00               – Celebração da Eucaristia, presidida por Sua Eminência o Cardeal Arlindo Gomes Furtado, bispo de Santiago – Cabo Verde incluindo-se oferta do trigo, a bênção dos doentes, a consagração, terminando com a Procissão do Adeus.

 

Mensagem para a Semana das Migrações 2018

Mensagem para a Semana das Migrações 2018

Inspirando-se na Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, ocorrido este ano de 2018 a 14 de janeiro, a Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana (CEPSMH) escolheu como lema para a semana das migrações: Cada forasteiro é ocasião de encontro, Migrantes e Refugiados no caminho para Cristo. O ser humano realiza-se e é feliz no amor, para o qual foi criado, que apenas surge quando a pessoa se encontra com outra e nela descobre também a mesma dignidade e um companheiro no caminho da vida. Jesus Cristo na Sua mensagem evangélica concretiza este acontecimento, afirmando que sempre que fazemos o bem a alguém que precisa é a Ele mesmo que o fazemos e por isso temos parte com Ele na felicidade eterna (cf. Mt 25). Ora o migrante e refugiado encontra-se nessa situação e, por isso, quem se encontra com ele e lhe faz o bem, é ao mesmo Cristo que o faz, a quem os cristãos são chamados a seguir.

Na mensagem o Papa Francisco pede à Igreja e à sociedade civil para desenvolver uma ação clara em prol dos migrantes, refugiados e vítimas de tráfico humano. Pede também aos Estados membros da ONU, empenhados num Pacto Global, que enfrentem a questão migratória, propondo medidas de acolhimento, de proteção, de promoção e de integração destes irmãos nossos que batem às nossas portas, fugidos à fome, à guerra e à perseguição.

Sendo a mobilidade uma das características das sociedades modernas, é necessário que os países a integrem na sua legislação, de modo que se torne um fenómeno ordenado, legal e seguro e contribua para o bem dessas pessoas e para o seu desenvolvimento social e económico. Por isso a Conferência episcopal publicou uma nota pastoral, pedindo aos nossos governantes e à Igreja para que tenham isto em atenção.

Perante o drama dos refugiados, que fogem à guerra, à fome, à seca e à pobreza, muitos morrendo pelos caminhos perigosos, vítimas de máfias sem escrúpulos, como cristãos e seres humanos não podemos ficar insensíveis a tudo isto.

Não podemos ficar insensíveis a alguns atropelos que acontecem não apenas noutros países, mas também no nosso, muitas vezes vezes empregando pessoas de outras origens e culturas, sem lhes reconhecer os direitos a trabalho humano, remuneração justa, habitação digna, alimentação capaz, segurança social e saúde pública como aos autóctones. Ainda pior quando são vítimas de intermediários sem consciência, que lhes confiscam os documentos, os empregadores pagam os salários através destes, que ficam com parte do salário e ameaçam os seus familiares nos países de proveniência.

Algo semelhante acontece com empresas que recrutam mão de obra em Portugal para trabalharem no estrangeiro, prometendo condições vantajosas que depois não se verificam.

Embora muito se tem feito em Portugal pelo governo e sociedade civil, ainda nos resta um longo caminho a percorrer. Precisamos de rever a nossa legislação sobre as migrações, facilitando o acolhimento, a proteção, a promoção e integração dos migrantes e refugiados no país, fazendo leis justas de reunificação familiar e fiscalizando as empresas que recorrem a mão de obra estrangeira, para que para igual trabalho se pratique uma remuneração igual aos portugueses.

Também nas comunidades eclesiais há muito a fazer, prestando atenção aos estrangeiros que vivem na área das nossas paróquias, através de voluntários devidamente preparados, informando-se sobre as suas condições familiares, laborais, sociais e de culto, promovendo cursos de língua portuguesa para os que ainda sentem dificuldades de relacionamento com a nossa sociedade e, caso tenham alguma religião, ajudando-os a encontrar os ministros da sua fé. Se forem católicos, procurar nas paróquias a sua integração e, se necessário, buscar na diocese ou na Igreja em Portugal a assistência necessária, para que possam exprimir na sua língua materna a sua alma religiosa, sobretudo por ocasião das grandes festas.

É um longo e complexo processo, já em curso em Portugal, mas será o único capaz de fazer do fenómeno da mobilidade um fator de enriquecimento harmónico do mundo global em que vivemos, tornando os nossos ambientes, marcados pela mobilidade, mais pacíficos, dialogantes e integradores.

† António Vitalino, carmelita, bispo emérito de Beja e membro da CEPSMH