Mai 31, 2016 | Dioceses, Missões, Notícias
A rede ‘Juntos pela Europa’ vai realizar um congresso, a 30 de junho e 1 de julho em Munique, na Alemanha, a que se segue uma manifestação pública e eventos em várias cidades.
Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os membros da rede ecuménica ‘Juntos pela Europa’ informam que o congresso conta com três plenários e na manhã de 30 de junho analisam o tema “unidade e reconciliação”, entre as 09h30 e 13h00 (menos uma hora em Lisboa), no Zircus-Krone-Bau, Marsstrasse, em Munique, na Alemanha.
Depois, entre as 15h00 e as 17h30 locais, o programa prevê 19 fóruns onde “várias comunidades e movimentos” vão conduzir juntos um tema “à luz dos seus carismas” e também painéis onde os temas vão ser “discutidos conjuntamente com ‘profissionais’” e das 19h30 às 21h15 realiza-se Festa do ‘Juntos pela Europa’.
Na manhã seguinte, 1 de julho, debruçam-se sobre “os vários desafios” que encontram hoje na Europa – ‘Que respostas encontramos hoje na fé? Quais os contributos que podemos dar para um futuro melhor?’ – das 09h30 às 13h00.
Já as mesas-redondas, na parte da tarde, vão ser espaços de diálogo, promovidas por várias comunidades e movimentos contam a intervenção de “especialistas” das Igrejas, da vida política e social com diversos temas como: “Chamados a viver a economia como cristãos; Passos da reconciliação: Experiências sobre o ‘Ecumenismo da vida’; As esperanças e o empenho dos jovens; A que ponto estamos no caminho para a unidade dos cristãos?; O futuro da Europa está nas suas raízes”.
O evento internacional ‘Juntos pela Europa 2016’ inclui também uma manifestação, programada para a tarde de 2 de julho, que vai permitir que levem para a rua “a experiência e vivência dos dias anteriores”, antes realiza-se um momento de oração em comum, das 10h30 às 11h30 (menos uma hora em Lisboa), em várias igrejas da cidade de Munique.
Entre as 14:00 às 18:00h locais, em Karlsplatz (Stachus), a organização pretende realizar uma manifestação “de alegria, esperança, beleza, sabedoria, imaginação”.
O terceiro “plano distinto” da edição 2016 ‘Juntos pela Europa’ realiza-se nas cidades onde “juntos” a organização pretende que seja a “expressão das relações e colaboração no plano local”.
“Quanto maior o número de cidades onde seja vivido o ‘juntos’, mais visível será a extensão da rede e da sua força unificadora”, acrescenta o comunicado, convidando as cidades a realizar eventos locais a par do evento central em Munique.
A brochura de ‘Munique 2016’ foi entregue ao Papa Francisco pelo padre Heinrich Walter do Movimento de Schoenstatt, a 03 de setembro 2015, que descreveu os primeiros passos do ‘Juntos pela Europa’ e “tudo o que Deus operou durante estes 15 anos”.
A inscrição para o congresso é feita “exclusivamente via internet”, na página internacional da rede ‘Juntos pela Europa’.
O sítio na internet – www.juntospelaeuropa.pt – explica que são cidadãs e cidadãos europeus, representantes de numerosos Movimentos e Comunidades, que “querem viver o Evangelho de Jesus Cristo” e a rede ecuménica é composta por cristãos, católicos, evangélicos, anglicanos, membros das Igrejas livres e ortodoxas, de muitos países e regiões da Europa.
http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/internacional/igrejasociedade-alemanha-recebe-encontro-dos-cristaos-juntos-pela-europa/
Jan 11, 2016 | Dioceses, Informações, Refugiados
6ª Feira, 15 de Janeiro
15h00 – Acolhimento Seminário de S. José
19h 30 – Jantar
21h00 – Abertura – D. António Vitalino (Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana), D. José Cordeiro (Bispo de Bragança-Miranda), Hernâni Dias (Presidente da Câmara Municipal de Bragança)
Momento Musical pelo Conservatório de Música de Bragança
21h 30 – Conferência: Viver a misericórdia. Fundamentos bíblicos
D. António Couto, Bispo de Lamego
Sábado, 16 de Janeiro
08h00 – Pequeno-almoço
08h30 – Eucaristia e Laudes
09h30 – Painel: Um mundo sem fronteiras
Economia – Vera Rodrigues (Bragança)
Política – Silva Peneda (UTAD)
Cidadania – Irmã Irene Guia (PAR)
11h00 – Intervalo
11h30 – Painel: Um coração sem fronteiras
Acolher: paradigma da ação – Mendo Castro Henriques (FCH/UCP)
Educar: construir relações – João Bartolomeu Rodrigues (UTAD)
Religar: o diálogo inter-religioso – Catarina Martins Bettencourt (FAIS)
13h00 – Almoço
14h30 – Pelos Caminhos da Misericórdia – volta cultural
17h30 – Conferência: Misericórdia sem fronteiras: A experiência do Líbano
Presidente da Cáritas do Líbano, Padre Paul Karam
20h00: Jantar
Domingo, 17 de Janeiro
Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado
09h 00 – Saída para Balsamão
10h 00 – Visita ao Santuário de Nossa Senhora de Balsamão
11h 00 – Abertura da Porta da Misericórdia e Eucaristia no Santuário de Nossa Senhora de Balsamão, presidida por D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda.
Eucaristia transmitida pela RR
No final da Eucaristia:
Memorial pela Paz
13h15 – Almoço
Dez 11, 2015 | Dioceses, Documentos, espiritualidade, Informações
A misericórdia do Pai, a paz de Jesus Cristo Nosso Senhor, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!
Queremos convidar-vos, queridos irmãos e irmãs, a celebrar e a viver intensamente, com toda a Igreja, o Ano Jubilar da Misericórdia promulgado pelo Papa Francisco, para comemorar os 50 anos da conclusão do Segundo Concílio do Vaticano. Inaugurado por S. João XXIII e concluído pelo beato Paulo VI, o último Concílio Ecuménico preparou a Igreja para estes novos tempos, em que devemos anunciar o mesmo Evangelho de sempre em contextos muito diferentes daqueles que foram os da cristandade. O tempo da cristandade passou e o Papa Francisco não se cansa de nos lembrar a urgência de recentrar a vida e a ação da Igreja no essencial, para que possamos revelar e oferecer ao mundo, com mais eficácia, o tesouro da misericórdia de Deus. Essa renovação profunda deve começar, necessariamente, por cada um de nós. Por isso vos pedimos: abri os corações à misericórdia do Senhor para vos tornardes, em Cristo, misericordiosos como o Pai.
- A misericórdia revela Deus
De facto, para sermos cristãos, não nos basta saber coisas acerca de Deus, de Cristo e da Igreja; cada um de nós precisa de viver a experiência concreta da Sua misericórdia que nos liberta do poder das trevas e nos faz passar para o Reino de Seu Filho muito amado (Cl 1,13). A nós, que estávamos mortos em nossos pecados, Deus, que é rico em misericórdia, vivificou-nos juntamente com Cristo e com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus (Ef 2,1.4-6). Se nestas palavras de S. Paulo reconheces a tua história e o programa da tua vida futura, feliz de ti que alcançaste misericórdia! Sê misericordioso, porque, segundo a promessa do Senhor, sempre alcançarás misericórdia (cf Mt 5,7).
Para podermos alcançar misericórdia e testemunhá-la ao mundo, serve precisamente este Ano Jubilar. Por meio dele, Cristo Bom Pastor vem à procura das suas ovelhas transviadas. Deixa-te encontrar por Ele, sai dos esquemas egocêntricos e mesquinhos em que te resguardas, abre-te à largueza da Sua graça, deixa-te apascentar e conduzir por Ele até à casa do Pai, que te espera transbordante de amor e de perdão, para te abraçar e te revestir da dignidade própria dos seus filhos, tal como vemos na parábola do filho pródigo.
- A Igreja, estalagem da misericórdia
Constituída por pecadores que acolheram o Evangelho e estão a caminho da Terra Prometida, a Igreja é, no dizer do Papa Francisco, como um hospital de campanha ou como a estalagem da parábola do Bom Samaritano, onde o Senhor nos recebe misericordiosamente e cura as nossas feridas. A Igreja é o lugar de encontro de Deus com o homem e do homem com Deus, o lugar da graça e da misericórdia. Nela, Jesus é o rosto do Pai misericordioso que nos atrai, e, como Ele próprio afirmou, a porta pela qual entramos para ser salvos. Por Ele entramos na comunhão da Igreja ao sermos batizados e ao renovarmos o Batismo no sacramento da Reconciliação. Por Ele, impelidos pelo Seu Espírito, saímos como Igreja enviada ao mundo para dar testemunho da Sua misericórdia e anunciar o Evangelho.
A propósito, transcrevemos aqui o que diz o Santo Padre na bula de proclamação do Jubileu: a arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo.
Citando a encíclica Dives in Misericordia de S. João Paulo II, continua o Papa: «A Igreja vive uma vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais ela é depositária e dispensadora».
Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai. Nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma, onde houver cristãos –, qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis de misericórdia. (Cf Bula O Rosto da Misericórdia nn. 10 ss)
3 – Acolher, cultivar e testemunhar
Para que estas palavras se tornem realidade nas nossas paróquias e na nossa diocese procure cada um acolher a misericórdia, cultivar a misericórdia sobretudo na igreja e na família, e dar testemunho da misericórdia.
Convertamo-nos à misericórdia de Deus que nos revela a nossa miséria, nos põe na humildade e nos mostra a necessidade absoluta de sermos salvos desta ilusão hoje tão propagada de que não precisamos d’Ele para ser felizes. Reconciliemo-nos com Deus confessando os nossos pecados e recebendo o Seu perdão no Sacramento da Reconciliação.
Cultivemos no seio de cada comunidade cristã a misericórdia pois não tem condições para se desenvolver fora dela. A ácida atmosfera do mundo em que vivemos é adversa à cultura da misericórdia, mas o mundo precisa dos seus frutos para subsistir. A árvore da misericórdia dá frutos na terra, mas tem no céu as suas raízes e alimenta-se do Espírito que nos é dado gratuitamente por Jesus Cristo. A Igreja é a estufa, o ambiente propício onde esta frágil planta pode desenvolver-se, florescer e frutificar. É nela que recebemos o Espírito Santo e aprendemos a não julgar, a perdoar, a orar em comum, a praticar a correção fraterna. É em comunidade que aprendemos a ser solícitos pelo bem dos outros, aceitando-os como são, ajudando-os e servindo-os, esquecendo-nos de nós mesmos, é lá que aprendemos a amar os inimigos e a dar a própria vida imitando o Senhor Jesus.
Convidamos-vos a aprender de cor e a praticar as catorze obras de misericórdia, corporais e espirituais. As corporais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, assistir aos enfermos, visitar os presos, sepultar os mortos. E as espirituais são estas: dar bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do próximo, rogar a Deus por vivos e defuntos. Podemos resumi-las em catorze verbos: alimentar, dessedentar, agasalhar, albergar, curar, visitar e sepultar; aconselhar, ensinar, corrigir, consolar, perdoar, suportar e orar.
Testemunhemos a misericórdia! Ao longo dos tempos, conforme as circunstâncias, para além da prática individual e discreta que só Deus conhece, os cristãos encontraram formas organizadas e públicas de praticar as obras de misericórdia. Desde o século XVI as Santas Casas da Misericórdia, fundadas por todo o lado em Portugal, tornaram-se expressões eficientes da caridade cristã para com os necessitados. E agora, quanta assistência se faz nos Centros Sociais e em muitas instituições cristãs de solidariedade cujo único objetivo é fazer o bem a quem precisa, dentro e fora da Igreja, em Portugal e no mundo! Quantos Institutos e Congregações Religiosas, quantas organizações da Igreja Católica auxiliam os pobres e necessitados e são, em todo o mundo, sinais da misericórdia de Deus e da solicitude da Mãe Igreja para com os pobres? Hoje, entre nós, talvez não seja preciso multiplicar as Instituições que se dedicam à prática da Caridade, mas é necessário que sejam revitalizadas pela seiva do Espírito, para que a sua ação não fique reduzida a mero altruísmo. É por amor a Cristo presente nos pobres e necessitados que nós cristãos praticamos as obras de misericórdia. Sem isso, seríamos erradamente louvados pelos homens que, ao ver as nossas boas obras, devem glorificar o Pai que está nos céus, e não a nós.
- Peregrinações do Ano Jubilar
Vivamos os breves meses deste Ano Jubilar em conversão sincera. Façamos uma peregrinação jubilar e atravessemos a Porta da Misericórdia para recebermos o dom da indulgência plenária, importantíssima não apenas para nos fazer progredir na comunhão com o Senhor, mas também para edificar a comunhão nas nossas comunidades cristãs.
Para recebermos a graça da indulgência plenária que nos liberta de qualquer resíduo das consequências do pecado e nos habilita para agirmos com caridade, cultivando a comunhão fraterna, além de uma confissão bem-feita, detestando o pecado e com firme propósito de emenda e de participar na Eucaristia e comungar sacramentalmente, é necessário também proclamar o Credo e rezar pelas intenções do Papa.
Os párocos terão o cuidado de preparar convenientemente estas peregrinações, para que os fiéis possam receber abundantemente as graças deste jubileu.
(…)
A Virgem Santa Maria, Mãe de misericórdia, que na sua imagem peregrina nos está visitando como que a preparar-nos para o início do Ano Jubilar, interceda por todos nós e abençoe as famílias, as paróquias e todas as comunidades da nossa diocese.
† António Vitalino e † J. Marcos
Mai 28, 2015 | Dioceses, Recortes
Na cerimónia de bênção das fitas dos universitários de Lisboa, o Cardeal-Patriarca desejou boa sorte aos finalistas, apelando aos jovens para nunca esquecerem a sua terra e as suas raízes.
“Durante a nossa celebração, como estamos aqui num corredor aéreo, isto lembrou-me que, porventura, vários de vós seguirão as vossas vidas profissionais e os vossos estudos fora de Portugal. Mas nunca vos esqueçais da vossa terra, que eu garanto que por mim e por muita gente boa que aqui está em Portugal, também não se esquece de nenhum de vocês e que tudo fará para que a vossa vida, cá ou lá fora, seja coroado de êxito e à altura dos vossos sonhos”, garantiu D. Manuel Clemente, na manhã do passado dia 16 de maio, na Alameda da Cidade Universitária. “Aqueles que partem voltam e mesmo os que estão fora estão dentro, quer pelo seu interesse quer pelo nosso interesse também. Para todos vós, de ida ou de volta: boa viagem”, desejou o Cardeal-Patriarca de Lisboa na 33ª Bênção de Finalistas da Diocese de Lisboa, que teve como lema-compromisso ‘Partilhar o saber, construir a Alegria’.
Na homilia da celebração, organizada pela Pastoral Universitária, D. Manuel Clemente tinha pedido aos finalistas para serem “construtores de uma casa para todos”, concretizando o sonho de Deus de um “mundo solidário” e de “uma só família”. “Precisamos fazer do mundo a casa de nós todos: daqueles que trabalham e dos que não trabalham, dos que têm casa e dos que não têm, dos que têm saúde e dos que não têm e que tantas vezes encontram dificuldades em a recuperar por falta de meios financeiros e humanos”, afirmou o Cardeal-Patriarca, perante cerca de 4.500 finalistas de 49 escolas e uma assembleia de professores e funcionários das diversas escolas, pais, familiares e amigos, estimada em perto de 50 mil participantes.
texto por Diogo Paiva Brandão; fotos por Arlindo Homem
in Voz da Verdade – 24.05.2015
Out 16, 2013 | Dioceses, Documentos, Orientações Pastorais
Este tema já anda na minha mente e no meu coração há bastante tempo, pois, por experiência, tenho verificado quanto os fiéis apreciam um pároco sorridente ou as equipas encarregadas de dar informações às pessoas que chegam à igreja. Muitos que vêm pela primeira vez, sentem-se intimidados ou desconfiados e com imagens de Igreja completamente distorcidas. Se encontram um rosto alegre e acolhedor, é o suficiente para desbloquear e despertar a confiança… Decidi falar deste assunto, nesta semana, por quatro razões:
1) A forma como Jesus acolhia os pobres, as crianças e doentes é edificante e modelo para nós…e sinal da chegada do Reino ao meio de nós…
2) A forma como o Papa Francisco tem insistido neste tema é desconcertante, numa Igreja, por vezes, instalada no seu conforto…e distante das pessoas…
3) A forma como o Bispo de Bragança determinou que na sua cidade, um dia por semana, houvesse oito padres a atender pessoas, que precisam de se confessar, pedir alguma ajuda ou mesmo só desabafar…
4) A minha própria experiência em terras estrangeiras e mesmo em Viseu, onde celebro a eucaristia diária e lá estou, sempre hora e meia antes, para atender pessoas que procuram um sacerdote…
Não vou comentar os exemplos do Evangelho, em que Jesus acolhia os mais pobres, por saber que esses episódios são suficientemente conhecidos: Lembremos apenas a parábola do Filho Pródigo- Lc.15; a mulher samaritana – João, 4; a mulher adúltera-João, 8; o cobrador de impostos Zaqueu- Lc.19. Recordemos ainda como Jesus acolhia as crianças,Mt.18, quando os discípulos as afastavam d’Ele; como acolhia os pobres como os 10 leprosos, os cegos e outros discriminados,Mt.9; os próprios fariseus como Simão, Nicodemos e José de Arimateia; os endemoninhados que reconheciam que o Reino de Deus chegara a Israel e reconheciam n’Ele o Filho de Deus… Também não entro em pormenores quanto às variadas formas de acolher as pessoas, nas diversas circunstâncias, pois cada paróquia deverá organizar-se segundo as suas possibilidades e ver as diversas maneiras de viver a proximidade com todos os que procuram ajuda espiritual, psicológica ou até material. Vou falar, de forma genérica, do Papa Francisco, pois, apesar de só ter seis meses à frente da Igreja, já nos deu belos exemplos sobre as formas de acolher…
IGREJA, MÃE E PASTORA…ALÉM DE MÃE E MESTRA…
1)Pelo que temos visto, o Papa sonha com uma Igreja que seja mãe e mestra, mas sobretudo mãe e pastora, capaz e ansiosa de “curar as feridas e aquecer os corações” como o Mestre no caminho de Emaús…
IGREJA, CASA DE TODOS E NÃO SÓ DE ALGUNS “PROTAGONISTAS”…
2)”Que a Igreja seja a casa de todos e não uma capelinha reservada a um grupito de pessoas selecionadas”, exclama o Papa, pedindo que “não se reduza o seio da Igreja universal a um ninho protetor da nossa mediocridade”. “Por vezes a Igreja deixou-se encerrar em pequenas coisas, em pequenos preceitos, esquecendo o fundamental que é: “JESUS CRISTO SALVOU-TE”…” Que os ministros da Igreja sejam misericordiosos, capazes de “acompanhar” as pessoas, tratando-lhes as feridas, tratando de cada uma, sem laxismo e sem rigorismo”. Curar as feridas! Curar as feridas! Insiste o Papa e fazer as coisas de cada dia com um coração grande e aberto a Deus, vendo em cada pessoa a imagem de Deus…
SER IGREJA E SENTIR COM A IGREJA, ESTANDO PRÓXIMOS DO POBRE…
3) Em entrevista recente afirmou claramente a máxima de Santo Inácio: SER e SENTIR COM A IGREJA como totalidade do povo de Deus, pastores e povo conjuntamente. Por isso, vem aqui a propósito, uma imagem que nessa entrevista deixou para nós meditarmos: ”Vejo a Igreja como um hospital de campanha depois de uma batalha. É inútil perguntar a um ferido grave se tem o colesterol ou o açúcar altos. Disso falar-se-á mais tarde, depois dos primeiros curativos”…
BISPOS E PADRES COMO MINISTROS DA MISERICÓRDIA
4) Deseja que bispos e padres sejam “ministros da misericórdia”, inclusive no sacramento da Reconciliação, onde não devem ser nem rigoristas nem laxistas para que o confessionário não seja um “lugar de tortura” mas “um lugar de misericórdia”… O Papa, mais que otimista, declara-se homem de esperança, com vontade de operar as reformas necessárias, sem pressas, mas com discernimento, para que possam ser mudanças verdadeiras e eficazes. Ele quer uma Igreja onde o povo seja sujeito, onde devemos caminhar juntos, as pessoas, os bispos e o Papa, unidos, apesar das diferenças, porque esse é o caminho de Jesus.
A.MATOS
Jan 16, 2008 | Dioceses
Numa altura em que a violência se sente por toda a parte, o apelo à paz assume proporções talvez maiores…
Sentimos a violência à nossa volta sob vária formas:
– violência psicológica – que põe em perigo a saúde mental e o equilíbrio das pessoas, principalmente através de torturas, filmes, programas pornográficos, guerra-fria…
– violência física – traduzida em violações, raptos, assassínios, assaltos…
– violências estruturais – que aparecem através de instituições, leis, processos em atrazo…
– violências culturais e religiosas – exercidas pelos meios de comunicação social, pelos regimes e ritmos de trabalho, pela força de tantos poderes…
Por trás disto tudo está a consciência da violência. Esta é calculada, analisada e procurada. Não aparece por acaso. Portanto, pode ser controlada e dominada.
Digamos, então, NÃO À VIOLÊNCIA! Mas não nos sirvamos das mesmas armas!
Ponhamos em prática a dinâmica da paz, que tem por base o intercâmbio, a comunhão, a disposição de comunicar ao outro o melhor de si mesmo. É uma dinâmica que assenta na capacidade de diálogo e de renúncia mútua.
E para nós, cristãos, não haverá uma dinâmica da paz sem o AMOR gerado pela presença do Espírito Santo. A paz tem que passar pela conversão de cada um aos ideais do amor e da justiça.
Agora vemos também uma paz ameaçada pela falta do respeito devido à natureza.
A desordenada exploração dos seus recursos e a progressiva deterioração da qualidade de vida, são sinais disso mesmo. É uma situação que gera formas de egoísmo colectivo, de açambarcamento, de prevaricação… Interesses económicos são postos acima do bem das populações; levam à destruição de animais, da flora e ainda à manipulação genética.
A paz no mundo só será duradoura, se assentar não em leis ou convenções, mas na própria pessoa do ESPÍRITO SANTO!
Destruamos a violência com as ‘armas’ da paz!
Maria Viterbo