(00 351) 218 855 470 ocpm@ecclesia.pt
Papa envia mensagem e um donativo pessoal aos cristãos iraquianos através da Fundação AIS

Papa envia mensagem e um donativo pessoal aos cristãos iraquianos através da Fundação AIS

O Papa Francisco vai entregar, na sexta-feira, um “donativo financeiro pessoal” à comunidade cristã em Erbil, no Iraque, através da Fundação AIS.

O Bispo de Carpi integra uma delegação italiana da Ajuda à Igreja que Sofre que vai deslocar-se ao Iraque e o Santo Padre, mal soube disso, contactou com o prelado no sentido de fazer chegar, através dele, a sua doação para os cristãos iraquianos.

Foi o próprio Bispo de Carpi, D. Francesco Cavina, que o revelou: “assim que o Santo Padre teve conhecimento da minha participação nesta visita da AIS, telefonou-me expressando o seu desejo de enviar um presente aos nossos irmãos iraquianos”.

Será D. Cavina o responsável pela entrega do presente, uma “contribuição financeira pessoal”, do Santo Padre à Igreja iraquiana, estando previsto que a delegação chefiada pelo presidente da AIS de Itália vá encontrar-se com D. Petros Mouche, bispo sírio-católico de Mossul, assim como com D. Bashar Warda, arcebispo caldeu de Erbil.

O Papa fez questão de enviar também uma mensagem através do Bispo Cavina para a comunidade cristã local, elogiando a iniciativa da AIS – “que exprime afecto, comunhão eclesial e forte amizade com tantos irmãos e irmãs e em situação de aflição”- e destacando o “direito inalienável de todas as pessoas professarem livremente a sua fé”, o que não se verifica no Iraque, nas regiões controladas pelos jihadistas.

Nessa breve mensagem, o Papa fez questão de sublinhar o testemunho corajoso dos cristãos em tantas partes do mundo, vítimas de intolerância, dizendo ser importante “não esquecer este drama da perseguição que afecta cristãos e outras minorias étnicas em todo o mundo”.

Na missiva, de que será portador o Bispo de Carpi, o Papa destaca ainda como “o testemunho de fé paciente e corajoso de tantos discípulos de Cristo” representa uma chamada a toda a Igreja “a redescobrir o manancial do Mistério Pascal, de onde colhemos energia, força e luz para um novo humanismo”.

Além do donativo pessoal, o Papa Francisco fez também questão de enviar alguns paramentos sagrados para os membros do clero de Erbil.

A delegação da Fundação AIS será chefiada por Alessandro Monteduro, director da AIS de Itália, e contará, entre outros, com o Bispo Antonio Suetta de Ventimiglia – São Remo e D. Massimo Fabbri, representante da Arquidiocese de Bolonha, além do Bispo de Carpi, Monsenhor Francesco Cavina.

A visita a Erbil, capital do Curdistão Iraquiano, que decorrerá de 1 a 4 de Abril, incluirá uma passagem por alguns centros de refugiados, especialmente em Ankawa, onde se encontra a Aldeia Padre Werenfried, que recebeu o nome do fundador da AIS e que é composta por 150 casas pré-fabricadas que albergam 175 famílias.

A visita inclui ainda as escolas onde estudam actualmente cerca de 7 mil crianças iraquianas e que funcionam igualmente em edifícios pré-fabricados doados pela AIS.

Desde Junho de 2014 até hoje, a Fundação AIS já doou 15.1 milhões de euros aos cristãos do Iraque.

FUNDAÇÃO AIS

DEPARTAMENTO DE INFORMAÇÃO

Portugueses de Londres precipitam-se para ver Nossa Senhora de Fátima

Portugueses de Londres precipitam-se para ver Nossa Senhora de Fátima

Milhares de emigrantes portugueses são esperados durante a permanência da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima numa igreja em Londres, entre sábado e domingo, pelo que as portas vão ficar abertas durante a noite, disse o padre Francesco Butazzo.

“A igreja vai ficar aberta durante toda a noite porque normalmente há muitas pessoas que querem ver a imagem”, disse à agência Lusa.

A imagem vai chegar no sábado às 17:00 à igreja dos Irmãos Scalabrinianos, no sul da capital britânica, estando previsto um manto de flores à entrada, seguindo-se um programa de orações, missas em língua inglesa, portuguesa e uma “Reza das Mil Avé-Marias”.

No dia seguinte, terão lugar novamente missas sucessivas em português, inglês e italiano e novamente períodos de oração até à “Santa Missa do Adeus” pelo bispo Patrick Lynch, responsável pela área do sul de Londres, onde está concentrada a maioria da comunidade portuguesa residente na cidade.

A imagem, que é acompanhada pelas relíquias dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, ficará na igreja dos Irmãos Scalabrinianos, uma comunidade de origem italiana.

Deste 2000 que o espaço, bem como o salão, passou a acolher os fiéis portugueses residentes em Londres, que não têm uma igreja própria.

A passagem da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima por Londres acontece quando já estão a ser feitos preparativos para a celebração em Londres do centenário da aparição, em Fátima em 1917.

Segundo o padre Francesco, está prevista uma procissão e uma missa na catedral de Westminster, o principal local de culto da Igreja Católica em Inglaterra.

http://bomdia.lu/portugueses-de-londres-precipitam-se-para-ver-nossa-senhora-de-fatima/

Cartaz Imag Peregrina

Misericórdia Sem Fronteiras – Programa

Misericórdia Sem Fronteiras – Programa

6ª Feira, 15 de Janeiro

15h00 – Acolhimento Seminário de S. José

19h 30 – Jantar

21h00 – Abertura – D. António Vitalino (Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana), D. José Cordeiro (Bispo de Bragança-Miranda), Hernâni Dias (Presidente da Câmara Municipal de Bragança)

Momento Musical pelo Conservatório de Música de Bragança

21h 30 – Conferência: Viver a misericórdia. Fundamentos bíblicos

D. António Couto, Bispo de Lamego

 

 

Sábado, 16 de Janeiro

 08h00 – Pequeno-almoço

08h30 – Eucaristia e Laudes

09h30 – Painel: Um mundo sem fronteiras

Economia – Vera Rodrigues (Bragança)

Política – Silva Peneda (UTAD)

Cidadania – Irmã Irene Guia (PAR)

 11h00 – Intervalo

11h30 – Painel: Um coração sem fronteiras

                 Acolher: paradigma da ação – Mendo Castro Henriques (FCH/UCP)

                 Educar: construir relações – João Bartolomeu Rodrigues (UTAD)

Religar: o diálogo inter-religioso – Catarina Martins Bettencourt (FAIS)

13h00 – Almoço

14h30 – Pelos Caminhos da Misericórdia – volta cultural

17h30 – Conferência: Misericórdia sem fronteiras: A experiência do Líbano

Presidente da Cáritas do Líbano,  Padre Paul Karam

20h00: Jantar

 

Domingo, 17 de Janeiro

Jornada Mundial do Migrante e do Refugiado

09h 00 – Saída para Balsamão

10h 00 – Visita ao Santuário de Nossa Senhora de Balsamão

11h 00 – Abertura da Porta da Misericórdia e Eucaristia no Santuário de Nossa Senhora de Balsamão, presidida por D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda.

Eucaristia transmitida pela RR

No final da Eucaristia:

Memorial pela Paz

 

13h15 – Almoço

Comemoração Dia Internacional do Migrante

Comemoração Dia Internacional do Migrante

No dia 18 de Dezembro assinala-se o Dia Internacional do Migrante que se celebra desde 1990. Este ano, como nos anteriores, a OIM celebra este dia especial. Para esse efeito, juntou-se à secção de Portugal do Centro Regional das Nações Unidas para a Europa Ocidental (UNRIC) e à Câmara Municipal de Lisboa para promover a campanha online i am a migrant e uma vigília para relembrar os desafios enfrentados pelos migrantes no mundo inteiro.

 

I am a migrant tem como objetivo combater a xenofobia contra os migrantes, através da recolha de histórias sobre as suas experiências, contadas nas suas próprias palavras. O projeto pretende ajudar a mudar a perspectiva negativa pela qual parte da sociedade olha para os migrantes e construir um mundo mais tolerante.

 

2015 ficará marcado pela dramática pressão migratória e de refugiados, tendo morrido quase cinco mil pessoas em diversos trajetos:

no mar Mediterrâneo em direção à Europa; na travessia da América Central para tentar chegar aos Estados Unidos, no Golfo de Áden a caminho da Arábia Saudita e no  mar de Andamão ao tentar alcançar a Malásia.

 

Tendo este cenário como pano de fundo, missingmigrants.iom.int é um projeto da OIM que monitoriza as principais rotas migratórias e apresenta dados sobre as mortes de milhares de migrantes que, pelas mais variadas razões, procuram uma vida melhor noutras regiões do mundo.

 

2015 é também um ano marcado pela nova vaga migratória portuguesa em que mais de 20% dos portugueses vivem fora do país onde nasceram. Provavelmente, todos nós já fomos, somos ou conhecemos alguém que tenha emigrado.

 

OIM, a UNRIC e a CML estarão no dia 18 de Dezembro, a partir das 18h00, na Praça do Município a distribuir velas e crachás alusivos ao evento e convidam todas as pessoas que queiram participar nesta vigília a acender uma vela e a reflectir no sacrifício feito por estas pessoas e nos desafios que enfrentam.

 

Paralelamente, para todos os migrantes que queiram ter um papel ativo na campanha “i am a migrant” e que estejam dispostos a partilhar as suas histórias, a OIM estará também a recolher testemunhos para serem publicados no site alusivo à campanha iamamigrant.org.

 

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/531276907029367/

Página da campanha: http://iamamigrant.org/

Misericordiosos como o Pai

Misericordiosos como o Pai

A misericórdia do Pai, a paz de Jesus Cristo Nosso Senhor, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!

Queremos convidar-vos, queridos irmãos e irmãs, a celebrar e a viver intensamente, com toda a Igreja, o Ano Jubilar da Misericórdia promulgado pelo Papa Francisco, para comemorar os 50 anos da conclusão do Segundo Concílio do Vaticano. Inaugurado por S. João XXIII e concluído pelo beato Paulo VI, o último Concílio Ecuménico preparou a Igreja para estes novos tempos, em que devemos anunciar o mesmo Evangelho de sempre em contextos muito diferentes daqueles que foram os da cristandade. O tempo da cristandade passou e o Papa Francisco não se cansa de nos lembrar a urgência de recentrar a vida e a ação da Igreja no essencial, para que possamos revelar e oferecer ao mundo, com mais eficácia, o tesouro da misericórdia de Deus. Essa renovação profunda deve começar, necessariamente, por cada um de nós. Por isso vos pedimos: abri os corações à misericórdia do Senhor para vos tornardes, em Cristo, misericordiosos como o Pai.

  1. A misericórdia revela Deus

De facto, para sermos cristãos, não nos basta saber coisas acerca de Deus, de Cristo e da Igreja; cada um de nós precisa de viver a experiência concreta da Sua misericórdia que nos liberta do poder das trevas e nos faz passar para o Reino de Seu Filho muito amado (Cl 1,13). A nós, que estávamos mortos em nossos pecados, Deus, que é rico em misericórdia, vivificou-nos juntamente com Cristo e com Ele nos ressuscitou e nos fez sentar nos céus (Ef 2,1.4-6). Se nestas palavras de S. Paulo reconheces a tua história e o programa da tua vida futura, feliz de ti que alcançaste misericórdia! Sê misericordioso, porque, segundo a promessa do Senhor, sempre alcançarás misericórdia (cf Mt 5,7).

Para podermos alcançar misericórdia e testemunhá-la ao mundo, serve precisamente este Ano Jubilar. Por meio dele, Cristo Bom Pastor vem à procura das suas ovelhas transviadas. Deixa-te encontrar por Ele, sai dos esquemas egocêntricos e mesquinhos em que te resguardas, abre-te à largueza da Sua graça, deixa-te apascentar e conduzir por Ele até à casa do Pai, que te espera transbordante de amor e de perdão, para te abraçar e te revestir da dignidade própria dos seus filhos, tal como vemos na parábola do filho pródigo.

  1. A Igreja, estalagem da misericórdia

Constituída por pecadores que acolheram o Evangelho e estão a caminho da Terra Prometida, a Igreja é, no dizer do Papa Francisco, como um hospital de campanha ou como a estalagem da parábola do Bom Samaritano, onde o Senhor nos recebe misericordiosamente e cura as nossas feridas. A Igreja é o lugar de encontro de Deus com o homem e do homem com Deus, o lugar da graça e da misericórdia. Nela, Jesus é o rosto do Pai misericordioso que nos atrai, e, como Ele próprio afirmou, a porta pela qual entramos para ser salvos. Por Ele entramos na comunhão da Igreja ao sermos batizados e ao renovarmos o Batismo no sacramento da Reconciliação. Por Ele, impelidos pelo Seu Espírito, saímos como Igreja enviada ao mundo para dar testemunho da Sua misericórdia e anunciar o Evangelho.

A propósito, transcrevemos aqui o que diz o Santo Padre na bula de proclamação do Jubileu: a arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia. Toda a sua ação pastoral deveria estar envolvida pela ternura com que se dirige aos crentes; no anúncio e testemunho que oferece ao mundo, nada pode ser desprovido de misericórdia. A credibilidade da Igreja passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo.

Citando a encíclica Dives in Misericordia de S. João Paulo II, continua o Papa: «A Igreja vive uma vida autêntica quando professa e proclama a misericórdia, o mais admirável atributo do Criador e do Redentor, e quando aproxima os homens das fontes da misericórdia do Salvador, das quais ela é depositária e dispensadora».

Por isso, onde a Igreja estiver presente, aí deve ser evidente a misericórdia do Pai. Nas nossas paróquias, nas comunidades, nas associações e nos movimentos – em suma, onde houver cristãos –, qualquer pessoa deve poder encontrar um oásis de misericórdia. (Cf Bula O Rosto da Misericórdia nn. 10 ss)

3 – Acolher, cultivar e testemunhar

Para que estas palavras se tornem realidade nas nossas paróquias e na nossa diocese procure cada um acolher a misericórdia, cultivar a misericórdia sobretudo na igreja e na família, e dar testemunho da misericórdia.

Convertamo-nos à misericórdia de Deus que nos revela a nossa miséria, nos põe na humildade e nos mostra a necessidade absoluta de sermos salvos desta ilusão hoje tão propagada de que não precisamos d’Ele para ser felizes. Reconciliemo-nos com Deus confessando os nossos pecados e recebendo o Seu perdão no Sacramento da Reconciliação.

Cultivemos no seio de cada comunidade cristã a misericórdia pois não tem condições para se desenvolver fora dela. A ácida atmosfera do mundo em que vivemos é adversa à cultura da misericórdia, mas o mundo precisa dos seus frutos para subsistir. A árvore da misericórdia dá frutos na terra, mas tem no céu as suas raízes e alimenta-se do Espírito que nos é dado gratuitamente por Jesus Cristo. A Igreja é a estufa, o ambiente propício onde esta frágil planta pode desenvolver-se, florescer e frutificar. É nela que recebemos o Espírito Santo e aprendemos a não julgar, a perdoar, a orar em comum, a praticar a correção fraterna. É em comunidade que aprendemos a ser solícitos pelo bem dos outros, aceitando-os como são, ajudando-os e servindo-os, esquecendo-nos de nós mesmos, é lá que aprendemos a amar os inimigos e a dar a própria vida imitando o Senhor Jesus.

Convidamos-vos a aprender de cor e a praticar as catorze obras de misericórdia, corporais e espirituais. As corporais são: dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, vestir os nus, dar pousada aos peregrinos, assistir aos enfermos, visitar os presos, sepultar os mortos. E as espirituais são estas: dar bom conselho, ensinar os ignorantes, corrigir os que erram, consolar os tristes, perdoar as injúrias, sofrer com paciência as fraquezas do próximo, rogar a Deus por vivos e defuntos. Podemos resumi-las em catorze verbos: alimentar, dessedentar, agasalhar, albergar, curar, visitar e sepultar; aconselhar, ensinar, corrigir, consolar, perdoar, suportar e orar.

Testemunhemos a misericórdia! Ao longo dos tempos, conforme as circunstâncias, para além da prática individual e discreta que só Deus conhece, os cristãos encontraram formas organizadas e públicas de praticar as obras de misericórdia. Desde o século XVI as Santas Casas da Misericórdia, fundadas por todo o lado em Portugal, tornaram-se expressões eficientes da caridade cristã para com os necessitados. E agora, quanta assistência se faz nos Centros Sociais e em muitas instituições cristãs de solidariedade cujo único objetivo é fazer o bem a quem precisa, dentro e fora da Igreja, em Portugal e no mundo! Quantos Institutos e Congregações Religiosas, quantas organizações da Igreja Católica auxiliam os pobres e necessitados e são, em todo o mundo, sinais da misericórdia de Deus e da solicitude da Mãe Igreja para com os pobres? Hoje, entre nós, talvez não seja preciso multiplicar as Instituições que se dedicam à prática da Caridade, mas é necessário que sejam revitalizadas pela seiva do Espírito, para que a sua ação não fique reduzida a mero altruísmo. É por amor a Cristo presente nos pobres e necessitados que nós cristãos praticamos as obras de misericórdia. Sem isso, seríamos erradamente louvados pelos homens que, ao ver as nossas boas obras, devem glorificar o Pai que está nos céus, e não a nós.

  1. Peregrinações do Ano Jubilar

Vivamos os breves meses deste Ano Jubilar em conversão sincera. Façamos uma peregrinação jubilar e atravessemos a Porta da Misericórdia para recebermos o dom da indulgência plenária, importantíssima não apenas para nos fazer progredir na comunhão com o Senhor, mas também para edificar a comunhão nas nossas comunidades cristãs.

Para recebermos a graça da indulgência plenária que nos liberta de qualquer resíduo das consequências do pecado e nos habilita para agirmos com caridade, cultivando a comunhão fraterna, além de uma confissão bem-feita, detestando o pecado e com firme propósito de emenda e de participar na Eucaristia e comungar sacramentalmente, é necessário também proclamar o Credo e rezar pelas intenções do Papa.

Os párocos terão o cuidado de preparar convenientemente estas peregrinações, para que os fiéis possam receber abundantemente as graças deste jubileu.

(…)

A Virgem Santa Maria, Mãe de misericórdia, que na sua imagem peregrina nos está visitando como que a preparar-nos para o início do Ano Jubilar, interceda por todos nós e abençoe as famílias, as paróquias e todas as comunidades da nossa diocese.

† António Vitalino e † J. Marcos

Comunicado

Comunicado

A Comissão Executiva da Plataforma de Apoio aos Refugiados reunida em Lisboa entendeu tomar a seguinte posição pública:

  1. Portugal deve, no contexto europeu, ser firme e pró-ativo na afirmação das suas convicções humanistas, defendendo não só o acolhimento e integração de refugiados no seu seio, bem como o apoio aos países que estão em maiores dificuldades, como é o caso da Grécia ou do Líbano.
  2. Nesse sentido, a evidência mais recente de incapacidade de executar o programa de recolocação de 160.000 refugiados, aprovado em Setembro passado num Conselho Europeu, dá bem a medida da incompetência e falta de vontade política dos Estados-membros e das instâncias europeias em cumprir as suas próprias decisões. Desta forma, o problema agrava-se, todos os dias, um pouco mais.
  3. Por isso, em nome da justiça e dos valores da civilização europeia, a PAR reafirma a defesa do acolhimento urgente dos refugiados, sem mais demoras, e da sua integração adequada, em condições dignas e humanas. Este acolhimento e integração pode ocorrer sem prejuízo das medidas de segurança que são essenciais para todos.
  4. Os refugiados, nomeadamente sírios, que buscam proteção na Europa são as maiores vítimas duma guerra que dura há mais de 4 anos e que destruiu tudo o que tinham. Culpá-los dos atentados recentes e fechar-lhes a porta do acolhimento entre nós é voltar a vitimizá-los.É fazer pagar a vítima pelos crimes do agressor.
  5. Nas últimas semanas, em diferentes locais no Mundo – desde Paris a Beirute, de Istambul a Bamako, do Monte Sinai a Kano – ocorreram vários atentados terroristas que merecem um repúdio total e condenação sem hesitação, bem como a solidariedade com as vítimas e seus familiares.
  6. Esta internacionalização do terror permite-nos compreender melhor, na nossa pele, o que têm passado centenas de milhares de pessoas, oriundas da Síria, que fogem à violência de um quotidiano brutalmente devastador. Começamos a perceber diretamente o que é viver debaixo do efeito desta violência e deveríamos ser mais solidários com os que a sofrem há mais tempo e com consequências trágicas.
  7. A Plataforma de Apoio aos Refugiados alerta para que esta confusão entre os que provocam o terror e os que dele fogem – os refugiados – é profundamente injusta.
  8. A PAR não pode deixar de voltar a lamentar os erros graves cometidos, nos últimos anos, pelos Estados-membros da União Europeia, ao ignorarem a crise de refugiados. Desde a falta de solidariedade com os países de limítrofes no apoio à sua gestão dos refugiados até à total incapacidade de planear e executar, no tempo oportuno, o acolhimento dos refugiados que começaram a procurar abrigo entre nós, somaram os erros que hoje são evidentes e cujas consequências têm um elevado custo humano, social e político.
  9. Em Portugal continuamos, incompreensivelmente, à espera que esse programa se inicie, depois de adiamentos sucessivos e apesar de estarem reunidas condições de acolhimento suficientes. Devem, na perspetiva da PAR, ser tomadas as medidas necessárias para desbloquear urgentemente esta situação, nomeadamente acionando mecanismos alternativos de cooperação bilateral com outros Estados-membros, para os apoiar na recolocação de refugiados presentes em seu território.
  10. A PAR continuará o seu trabalho, com redobrado sentido de missão, e apela aos portugueses que não deixem de afirmar o seu espírito solidário e humanista com todos aqueles que sendo vítimas de violência se tornaram refugiados, independentemente da sua origem, religião, nacionalidade, género ou idade.